domingo, dezembro 09, 2012

ARREPENDIMENTO. Nossa Única Esperança!

David Wilkerson

Salvos Porém Infelizes

David Wilkerson

Pense por um momento naquela hora gloriosa quando Israel estava em segurança do outro lado do Mar Vermelho. Milhares de pessoas do povo de Deus cobriam a praia, observando o desenvolver de uma cena milagrosa. As rápidas águas do mar haviam desmoronado sobre o grande exército do faraó!
Como deve ter sido incrível esta cena - e quão aterrorizante deve ter sido testemunhar esta visão e os seus sons. Relinchos de cavalos, gritos de soldados, as rodas dos carros de guerra se soltando para todos os lados, homens se elevando na superfície das águas em busca de ar e a seguir desaparecendo sob as ondas.
Estima-se que um milhão e meio de israelitas presenciaram tudo isso acontecendo. Imagino as pessoas aterradas - se ajoelhando, mãos elevadas em louvor, dominadas pela visão do poder de Deus em ação. Miriam, irmã de Moisés, espontaneamente conduz centenas de moças dançando em uma procissão de vitória, e dezenas de milhares de vozes proclamavam hosanas em altas vozes.
Caso tivesse estado lá naquele dia, você perguntaria a qualquer israelita, "Isto é ver um milagre. Como alguém poderia duvidar de Deus outra vez depois disso, não importando que tipo de provação se enfrente?". É quase certo que a resposta teria sido: "Sim, sim! Como a gente poderá duvidar de um Deus que enterra todo um exército? Ele é um Deus que opera milagres". No entanto, a grande fé de Israel durou exatamente três dias.
Creio que o povo de Israel desejava confiar em Deus de todo coração e provavelmente estava convencido de que o faria. Planejavam plenamente marchar cada quilômetro em direção à Terra Prometida cheios de fé, e entrar nela dizendo: “Vimos as dez pragas do Egito. Vimos Deus abrir o Mar Vermelho e destruir o inimigo. Quem pode duvidar de um Deus tão grande e poderoso?”.
E assim ocorre hoje em dia. Quase todos os verdadeiros seguidores de Cristo pretendem viver vidas cheias de fé, sem duvidar ou se queixar. Dizemos, “Tenho visto milagres em minha própria vida. Eu tive as minhas próprias experiências do Mar Vermelho. Como posso duvidar dEle, após ter feito tudo isto por mim?”.
No entanto, será que você alguma vez acabou igual àquele Israel ingrato, reclamando e duvidando? Infelizmente já aconteceu com muitos cristãos. A Bíblia declara que nos últimos dias muitos perderão a fé e abandonarão o primeiro amor. Eles acabarão em um deserto de dúvida e de incredulidade - salvos, porém infelizes!
Paulo escreve a Timóteo, “Mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (I Timóteo 1:19). Paulo escreveu estas palavras logo após o Pentecostes, quando Deus se moveu poderosamente em seu meio. No entanto, muitos já haviam perdido a fé.
O próprio Jesus disse: “Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8). Em outras palavras: “Ao voltar para o Meu povo, encontrarei fé verdadeira entre eles?”. Certa vez tive dificuldades em engolir estas palavras. Eu pensei: "Mas, Senhor, multidões estão andando na fé".
O Senhor me fez recordar: dentre aqueles 600.000 israelitas que haviam decidido confiar nEle sempre, apenas dois conservaram a fé. Isto mesmo - 599.998 perderam a fé. Apenas Josué e Calebe creram e jamais duvidaram, e só eles entraram na Terra Prometida. Todos os outros israelitas com idade acima dos vinte anos, que antes haviam se extasiado com os milagres de Deus, morreram na dúvida, em um deserto de infortúnio.
É possível sair de uma terrível escravidão, e contudo jamais se alcançar a plenitude de Cristo
Muitos cristãos gastam toda a sua vida perdidos em um deserto, flagelados pelo medo, pela ansiedade e falta de fé. Eles precisam saber o que significa a Terra Prometida. Ela não representa o céu, como muitos acham. (No dia que os israelitas entraram em Canaã, as guerras começaram.) Em vez disso, Canaã significa para sempre a plenitude máxima da vida abundante. Era uma terra "onde mana leite e mel", uma vida de bênçãos e paz, uma vida de descanso em relação a todo temor.
Hoje a nossa Terra Prometida é Jesus Cristo vivo em nós. Ele é a nossa herança, e descansamos em sua fidelidade, gozamos de sua presença e alegramo-nos nEle em todos os nossos dias. Deus nunca pretendeu que ficássemos presos em um deserto de contínua seca. A vida em seu Filho é uma total entrega nas mãos de Deus, confiando inteiramente em sua vontade e em seu amor.
Apenas Josué e Calebe conservaram sua fé no poder de Deus para livramento. Eles testificaram, "Nós podemos derrotar este inimigo se Deus se agradar de nós. Nosso poderoso Deus não pode ser comparado a homens". Mas naquela noite, os outros dez espiões foram de tenda em tenda e de tribo em tribo disseminando dúvida e medo. E durante a noite inteira podia se ouvir o pranto do povo nas tendas: “Toda a congregação... gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite” (Números 14:1).
Como Deus deve ter se entristecido. Veja a blasfêmia de Israel nas suas palavras de dúvida e amargura: “Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (14:2-4).
Voltar para o Egito? Sem água, sem maná, sem direcionamentos, sem uma nuvem ou uma coluna de fogo para guiá-los? Eles não iriam sobreviver nem uma semana sozinhos. Mesmo que chegassem até o Mar Vermelho, como iriam atravessá-lo? Se o fizessem, teriam de enfrentar um faraó zangado e vingativo.
Talvez neste instante você esteja enfrentando a maior luta de sua vida. O inimigo está chegando por todos os lados. Você sabe que possui um Deus poderoso do seu lado, mas a única coisa que pode ver é a batalha na sua frente. Você diz, “Oh Deus, eu não consigo! Por que o Senhor me levou a este drama? Quando fui salvo, eu não sabia que teria que lutar tanto assim. Achei que tudo seria ótimo".
Neemias disse o seguinte a respeito de Israel: “Na sua rebelião levantaram um chefe, com o propósito de voltarem para a sua escravidão” (Neemias 9:17). Eles realmente se prepararam para voltar à escravidão! Acharam que iriam voltar para algo mais fácil - mas ainda não tinham visto nada.
Ouça estas palavras incríveis do Senhor: “Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei de ti povo maior e mais forte do que este” (Números 14:11-12).
Porém Moisés apelou que Deus demonstrasse Sua grande misericórdia: “Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui” (14:19). Isto me traz ao âmago da minha mensagem.
Você pode ser perdoado, porém ficar excluído da plenitude de Deus
Esta é a consequência da falta de fé. Você pode ser um receptor das grandes misericórdias, bênçãos e da proteção de Deus, e contudo nunca desfrutar da vida de poder e de descanso que Ele planeja para você.
Deus ouviu o apelo de Moisés, e perdoou os terríveis pecados de Israel: “Tornou-lhe o Senhor: Segundo a tua palavra, eu lhe perdoei” (Números 14:20). Mas qual foi a reação do povo? “(Eles)... recusaram a ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste; endureceram a sua cerviz, e na sua rebelião levantaram um chefe, com o propósito de voltarem para a sua servidão” (Neemias 9:17).
Deus ainda demonstrou a sua misericórdia, o seu amor e longanimidade por um Israel descrente: “Todavia, tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto: a coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho; nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir. E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar; não lhes negaste para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede. Desse modo os sustentaste quarenta anos no deserto, e nada lhes faltou; as suas vestes não envelheceram, e os seus pés não se incharam” (Neemias 9:19-21).
Você pode estar pensando: "Eles estavam numa boa. Estavam perdoados, sendo guiados, cuidados, alimentados e vestidos. O que mais poderiam desejar?". Mas havia algo terrível. Nós encontramos o problema neste versículo: "Eles não verão a terra" (Números 14:23).
Eles foram excluídos, deserdados. O povo de Deus estava salvo, perdoado e abençoado, mas não estava indo para lugar algum. Estavam desperdiçando suas vidas, porque haviam sido excluídos do que de melhor havia da parte de Deus. Foram condenados a uma “vida de deserto”, para ficarem áridos, perturbados, inquietos, vazios e infelizes para o resto dos seus dias.
Deus literalmente quebrou sua promessa para eles – isto é, a promessa de levá-los a uma vida de paz e descanso: “... e tereis experiência do meu desagrado” (14:34). Por que Deus tomou uma atitude tão drástica? Foi devido à falta de fé - pura e simplesmente. Transformou-se em um hábito para eles se esquecer de toda a fidelidade de Deus no passado. E a cada nova crise, eles murmuravam e reclamavam!
No entanto, estas não eram pessoas abandonadas. Elas foram salvas, libertas da escravidão. Os sacrifícios de sangue continuavam. O maná continuava chegando. A água da rocha ainda fluía. A coluna e a nuvem ainda eram visíveis. Porém o povo de Deus não tinha vida. O Senhor até mesmo os chamou de maus.
“E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade” (Hebreus 3: 17-19). Israel não foi excluído devido à idolatria, à fornicação ou à cobiça. Foi devido à incredulidade.
Você pode imaginar o que vem a ser o tormento de se viver sob medo uma vida inteira? Por quarenta anos este povo andou em círculos, tendo suas vidas se resumido a uma mera sobrevivência. Perderam-se em coisas insignificantes, reduzindo-se às atividades de rotina, se preocupando com coisas que nunca iriam acontecer.
Este é o quadro do que sucede quando se perde a fé. Você então se preocupa com cada um dos mínimos problemas que surgem. Fica sempre questionando Deus e jamais possui paz, alegria ou esperança. Deus lhe diz: “Eu nunca lhe abandonarei. Mas você não chegará a lugar algum”.
Não é apenas uma questão do Velho Testamento. Hebreus diz, “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo... Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, seguindo o mesmo exemplo de desobediência” (3:12; 4:11). Somos advertidos claramente: a incredulidade pode nos impedir de entrar, como aconteceu com Israel.
Acredito que multidões de cristãos jamais adentrem a repousante vida da plenitude de Cristo. Eles passam todos os seus dias salvos, porém infelizes. Não experimentam as alegrias das vitórias ganhas pela fé. Desconhecem uma vida livre das preocupações contínuas. Jamais desfrutam da paz e da alegria que chegam àquele que confia todas as coisas às mãos do Senhor. Só os Josués e os Calebes chegam a entrar pela fé na vida abundante.
Eis outra grande lição que precisamos aprender da experiência de Israel.
Precisamos ser cuidadosos com nossas palavras quando enfrentamos as dificuldades
Como é perigoso comunicar dúvida para os outros. As escrituras revelam que os dez espiões “que infamaram a terra, morreram da praga perante o Senhor” (Números 14:37). E o que sucedeu à congregação que disse: “Deus deveria ter nos deixado morrer no deserto”?
Deus lhes respondeu: “Está certo, vocês morrerão no deserto”. “Por minha vida... como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto, cairá o vosso cadáver, com também todos os que de vós foram contados... de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes” (Números 14:28-29).
Estas palavras podem lhe parecer ásperas. Pode-se pensar, “Mas os israelitas eram apenas humanos. Foram desenraizados da terra, viajavam de um lado para o outro, se preocupavam com os filhos. O temor deles era natural. Com certeza Deus compreenderia isto”.
Não. Deus não está procurando reações “naturais”. Ele está procurando respostas de fé. Ele deseja um povo que diga: “Creio na palavra de Deus. Portanto creio que Ele está mais interessado na minha família do que eu. Não agirei com medo, pois Ele é fiel para me guardar nestes tempos conturbados. Nem a doença ou a morte podem me separar do Seu amor e do Seu cuidado por mim”.
“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). “Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (10:22).
Nossa fé precisa ser fundamentada unicamente na palavra de Deus
A estratégia de Satanás nestes últimos dias é levá-lo a duvidar da realidade de Jesus. Ele vai usar todo poder para fazê-lo duvidar que Deus esteja com você em todas as coisas.
A preocupação de Deus é que seu povo está sendo abalado em sua fé, que não confia nEle nas crises. Na verdade, o nosso pior pecado é não acreditar que Ele vá cumprir com o que prometeu. Isso O ofende mais do que o adultério, a fornicação, drogas, álcool ou qualquer outro pecado da carne.
A sua palavra diz: “Sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos” (2 Pedro 2:9). “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).
Ou estes versículos são o evangelho, ou então são mentiras. Se são o evangelho, então devemos guiar-nos por eles. Deus deseja que estejamos capacitados a dizer: “Senhor, se eu morro sustentado por estas verdades, confiando que cuidarás de mim até o fim, então que eu morra na fé. Viva ou morra, sou Teu!”.
Que venham todos os ventos e as ondas do inferno até você. Deixe que tudo venha até você. O nosso Deus é suficiente -- e Ele sabe como livrá-lo!
Ele planejou que você e eu tenhamos toda a alegria, a paz, a vitória e o descanso em nosso caminhar. Ele está buscando homens e mulheres que se levantarão contra o que está chegando neste período de trevas -- servos que se posicionarão com serenidade e com paz porque Cristo neles habita.
Deus deseja tanto que você entre nesta posição de confiança. Ele quer que você nunca mais tema, mas que verdadeiramente descanse no seu poder e capacidade. Ele sabe como lhe livrar de todas as armadilhas, de todas as provações e tentações -- se você apenas confiar nEle.
Renove sua fé nEle hoje. Ele concedeu vida abundante - descanso, paz, alegria - e a pôs diante de você. Entre nesta vida, crendo nEle!
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domingo, novembro 25, 2012

Agradando a Deus

David Wilkerson

A Bíblia diz que quando Jesus foi batizado no rio Jordão, “eis que lhe se abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17).
Seria possível atualmente Deus dizer o mesmo em relação aos Seus filhos? Será que Ele alguma vez olhou para você ou para mim e disse, “Eis aqui alguém em quem Me comprazo”? Segundo as escrituras, isso aconteceu com Enoque: “Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte... Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus” (Hebreus 11:5). Nenhum de nós espera ser trasladado como Enoque foi. Mas todo cristão quer ouvir nosso Senhor dizer no Juízo, “Você viveu uma vida que Me agradou”.
Cristo disse, “Faço sempre o que lhe agrada” (João 8:29). O meu coração se agita quando leio essas palavras e me pergunto, “O que são essas coisas – que agradam ao Pai - das quais Jesus está falando? Como praticá-las?”. Ao refletir sobre isso, recordo-me que o Seu jugo é suave e Seu fardo é leve – então as coisas que Lhe agradam não podem trazer um jugo pesado. Claramente, Deus nos capacita a agradá-Lo a partir de Seu coração de amor.
Sua palavra revela as coisas que O agradam. Todas estas coisas são possíveis a todo crente. Compartilho algumas delas:

Amar uns aos outros agrada o Senhor

“E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento que nos ordenou” (I João 3:22-23).
É impossível amar aos outros enquanto você não estiver completamente seguro do amor de Deus por você. João diz, “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (I João 4:16). Simplesmente não conseguimos amar os outros enquanto esta verdade não estiver firmemente estabelecida em nós: “A despeito de toda a minha fraqueza e falhas, Deus me ama”. Se estivermos convencidos do amor de Deus por nós, o Seu amor fluirá de nós naturalmente.
“Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (I João 4:11). O amor por nosso irmão descrito aqui não é simplesmente um aperto de mão, um abraço ou elogio. Não, esse tipo de amor significa ver a necessidade de nosso irmão e fazer algo a respeito. Na verdade, segundo João, se virmos o nosso irmão tendo necessidade e não fizermos nada quanto a isso, o amor de Deus não está em nós.
“Aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (I João 3:17-18). Se você verdadeiramente quer agradar a Deus – se você quer experimentar o amor dEle para com os outros – o Senhor abrirá os seus olhos para as necessidades.
Também, de acordo com as escrituras, se guardarmos rancor contra um irmão ou irmã, não possuímos o amor de Deus. Não temos o direito de testemunhar em nome de Deus se nos recusamos a perdoar alguém. Mais: se impedimos o perdão de outro, Deus impede o Seu perdão por nós. Então o amor não é algo apenas para ser falado. Trata-se de fazer, agir, viver.
Hoje na igreja se fala muito a respeito de unidade. Mas não creio que já tenhamos compreendido unidade como Deus vê. União não é simplesmente a atitude de “vamos todos nos juntar e abraçar uns aos outros. Deixaremos de lado os nossos preconceitos e doutrinas de estimação, e amaremos uns aos outros”. Isso não é unidade, é apenas cristandade normal.
Unidade significa unir você à necessidade de alguém sofrendo aflições, precisando de ajuda. O Espírito de Cristo nos une à necessidade dos outros desta maneira, levando-nos a exclamar, “Irmão, irmã, me deixe te ajudar. Quero estar ao teu lado, ser um contigo no seu problema”. Isso é agradável a Deus, e quando o fazemos Ele ordena bênçãos sobre nós.
Os cristãos egoístas e egocêntricos não conhecem este tipo de amor pelos outros. Por quê? Porque o dom do amor afetuoso é dado apenas aos que o buscam e oram por isso. Uma vez você tendo iniciado este jeito de dar e cuidar, Deus lhe enviará uma pessoa necessitada atrás da outra. Contudo isso não será fardo. Pelo contrário, isso o estimulará, pois você compartilhará da própria alegria de Deus.

Os que esperam “na sua misericórdia” agradam a Deus

“Não faz caso da força do cavalo, nem se compraz nos músculos do guerreiro” (Salmo 147:10). As referências a cavalos e músculos aqui representam a dependência da carne. “O cavalo não garante vitoria; a despeito de sua grande força” (Salmo 33:17).
Deus não tem prazer naqueles que tentam apaziguá-Lo se esforçando na força da carne. Tais pessoas enganam a si próprias. Elas acham que podem remover o pecado do coração infligindo sofrimentos a si próprias. Mas a carne nunca pode ser subjugada pelo poder humano. Isso simplesmente não vai acontecer por meio do jejum, de promessas ou mesmo se isolando numa ilha deserta.
Tenho um livro que conta inúmeras histórias de crentes ao longo da história que tentaram agradar a Deus pela carne. O autor diz: “Certo monge viveu cinquenta anos numa caverna subterrânea, tentando levar seu corpo à sujeição do Espírito. Outros se enterraram até o pescoço na areia ardente, na esperança de ‘queimar suas iniquidades’... Todos estes métodos de auto-tortura foram infligidos por monges tentando acabar com a presença do mal em si. Tentavam aniquilar aquela parte deles que cobiçava o pecado”.
O ensino de Paulo refuta tudo isso. Ele declara, “Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé” (Gálatas 5:5). “O Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Romanos 15:13).
Este é o cristão que agrada a Deus: aquele que confia em Sua misericórdia. Orar, jejuar e praticar boas obras de caridade são todas coisas boas, e somos ordenados a praticá-las. Mas o salmista que fala do colocar confiança em cavalos e na carne está dizendo basicamente, “Primeiro vocês têm de crer que o Senhor é misericordioso convosco. Só então poderão praticar misericórdia para com os outros”.

A salvação de uma alma perdida é muito agradável ao Senhor

Quando saímos na busca de almas perdidas e alguém é ganho para Jesus, há grande júbilo no céu. Cristo traz esta parábola:
“Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15:4-7).
Tenho certeza de que você conhece essa parábola. É a respeito do cuidado do pastor por suas ovelhas. Se esse pastor perde uma só delas, ele sai atrás da ovelha perdida e não desiste enquanto não a acha. Então, quando a localiza, ele não a pune. Ele suavemente pega o animal ferido, desnorteado - e o embala nos braços; em seguida, o leva de volta ao redil regozijando-se.
Igualmente, o coração de Deus se alegra no resgate de uma alma perdida, fazendo com que o céu se jubile. Isso por si só deveria ser nossa motivação para ganhar almas: trazer alegria e prazer ao Senhor.

Está na hora de a igreja se concentrar de novo em ganhar almas

A sua própria comunidade é um campo que está pronto para a ceifa. Tudo que se exige é que você vá. Você não estaria lendo este texto se um pastor magrelo de 52 quilos vindo do interior não houvesse seguido o chamado de Deus para as ruas de Nova York. Eu morria de medo das cidades. Mas Deus partiu o meu coração em favor das almas perdidas e me orientou, “Quero que você vá até as gangues, viciados, prostitutas e ministre a Minha palavra a eles”.
Andando pela região do Brooklin e Spanish Harlem, eu orava, “Senhor, guie-me aos perdidos”. E Deus me deu encontros divinos por todo lado onde eu ia. Eu falava a todos sobre Jesus, sempre orando, “Senhor, envie o Espírito para convencê-los e abrir seus olhos”.
Uma vez encontrei um jovem parado sob um trem elevado, esperando o traficante de drogas. Fui até ele e disse, “Alguém está orando por você”. O garoto só balançou a cabeça e disse “A minha mãe ‘dos aleluias’ te mandou aqui, não foi?”. Eu disse, “Não, não conheço a sua mãe”. Ele respondeu, “Toda vez que vou vê-la, ela fica me caçando com essa coisa de Jesus. Ela ora por mim há anos. E agora aqui vem você”.
O nome do garoto era Sonny Arguinzoni. Deus se apoderou de Sonny do mesmo jeito que fez com Nicky Cruz. Uma das maiores alegrias da minha vida veio anos atrás quando fui visitar Sonny na Califórnia. Eu era o convidado dele em uma reunião cristã que ele dirigia sob uma tenda com 15.000 convertidos – ex-viciados em drogas, alcoólatras e prostitutas.
Veja, quando Sonny foi a Jesus, a sua vida se tornou do Espírito Santo. E a transformação que ocorreu nele não era simplesmente ir à igreja toda vez que as portas abriam. Não, ele submeteu-se ao Espírito Santo. E o Espírito o levou lá onde estavam os que sofriam.
Tudo isso se fez devido à obra de Deus em e através de um pastor assustado e magrelo do interior. O Espírito Santo deu-me um coração para os perdidos que eu não poderia evocar por mim mesmo. Se não fosse pelo poder sustentador dEle, eu jamais teria conseguido ir em frente, em meio à todas as provações e dificuldades que nosso minúsculo ministério enfrentou naqueles dias. Teria de ser uma obra de Deus, ou não iríamos durar.
A menos que o Espírito Santo faça a obra, poderemos testemunhar a quantas pessoas quisermos e nada acontecerá. Ninguém vai ao Pai a menos que seja atraído pelo Espírito. Só o Espírito Santo pode falar às profundezas do coração. E para ganhar os perdidos para Jesus, temos de nos ajoelhar, conhecer a voz do Espírito. Ele nos guiará às pessoas que Ele escolhe. E nos dará as palavras que diremos quando precisar.
Prezado santo, tudo isso é que agrada ao Senhor. Em verdade, de todas estas coisas que “o agradam” que Jesus mencionou, esta é a alegria e o prazer supremo dEle: nos ver indo a Ele com júbilo trazendo os nossos feixes da colheita. Então compartilhamos da alegria do céu quando as hostes gritam “Aleluia!”.

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sábado, outubro 20, 2012

A Preciosidade de se Possuir a Cristo



David Wilkerson 

Jesus falou às multidões em parábolas: “Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo” (Mateus 13:34-35, itálicos meus).
Para muitos cristãos hoje, as parábolas soam muito simples. Contudo segundo Cristo, cada parábola guarda um segredo incrível. Existe uma verdade oculta sobre o reino em cada parábola que Jesus contou – e essa verdade é descoberta somente pelos que buscam diligentemente por ela.
Muitos crentes passam por cima das parábolas rapidamente. Eles pensam ver uma lição óbvia, e rapidamente seguem adiante. Ou, eles perdem o significado da parábola ao não aplicá-la para si; ao invés disso, se voltam para os escritos de Paulo, buscando “verdades mais profundas”. Mas penso em duas parábolas que contêm algumas das verdades mais profundas das quais um crente pode se apoderar:
“O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobri-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou” (Mateus 13:44-46, itálicos meus).
Pode-se pensar, “O que há de tão escondido nessas verdades? Todos sabemos que Jesus é a pérola de grande valor, o tesouro escondido no campo. Isso não é nenhum grande segredo”.
Digo a você: existe um maná escondido nessas duas parábolas, e somente uns poucos crentes o descobriram. Muitos nunca gastaram tempo para cavar como o homem nessa parábola cavou. Na verdade, essas duas figuras ansiosas – o homem escavador e o negociante persistente – tornam claro o que Jesus quis dizer: os segredos de Deus devem ser desejados acima de todas as coisas na vida.
A Bíblia declara claramente que existem segredos do Senhor. “Com os retos está o seu segredo” (Provérbios 3:32). Esses segredos têm sido ocultos desde a fundação do mundo. Agora, Mateus nos diz que eles estão enterrados nas parábolas de Jesus, verdades ocultas que têm o poder de libertar os cristãos. No entanto, poucos estão dispostos a pagar o alto preço para encontrá-los.
Todos sabemos que o dom da salvação é de graça. Jesus pagou na totalidade o preço de nossa salvação por toda a eternidade. “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça” (Romanos 3:24). Além disso, Cristo nos convida a bebermos de Sua fonte inesgotável de graça: “E quem quiser, receba de graça a água da vida” (Apocalipse 22:17).
Todavia, na parábola do semeador, Jesus alerta que nem todos que O confessam permanecerão na fé. Segundo a parábola, algumas sementes (o evangelho) cairão em boa terra. Essas sementes se enraizarão, crescerão e darão frutos. Mas outras sementes cairão em lugares pedregosos e secarão antes de criarem raízes. Ainda, outras sementes cairão entre espinhos e Satanás rapidamente as roubará.
Creio que a grande apostasia que Jesus profetizou já está acontecendo. Muitos estão deixando de lado a pregação convincente que chacoalha a alma, para buscarem mestres que agradam a carne. Eles foram enganados pelo o que Paulo chama de “outro evangelho, outro Jesus”.
Jesus viu tudo isso, olhando pela historia até os nossos dias e prevendo tudo que viria: a rejeição à repreensão piedosa, o aumento de um evangelho afrouxado, os ensinamentos superficiais dos que agradam a carne, a apostasia de multidões. De fato, Ele alerta que nos últimos dias o amor de muitos se esfriaria.
Foi por isso que Jesus convocou os discípulos para uma conversa particular. “Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo” (Mateus 13:36). Jesus queria abrir os olhos de Seus seguidores para os significados mais profundos das parábolas. Ele sabia que eles precisavam da verdade que os conduziria em meio a tempos de grande sedução.
Nessa reunião particular, Cristo contou as duas parábolas sobre o tesouro no campo e a pérola de grande valor. Essas parábolas ocupam só três versículos da Bíblia, no entanto embutidas nelas estão segredos do Senhor, ocultos desde a fundação do mundo. Creio que elas nos revelam a preciosidade de se possuir a Cristo – e que devemos escavar com todo o coração para encontrar os tesouros da vida ocultos n’Ele: “ (Cristo) no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Colossenses 2:3). Muitos cristãos passam pela vida satisfeitos apenas com a fé suficiente para sobreviverem. Somente aqueles que perseguem a Jesus de todo coração tomarão posse de Sua vida abundante.
Jesus começa dizendo, “Vou lhes dizer como é o reino dos céus” (v. Mateus 13:44). Cristo não está falando aqui do céu como pensamos, o reino na gloria com o Pai. Ele está se referindo ao reino dos céus na terra, dizendo, “Eis aqui como vocês podem tomar posse da plenitude dos céus em seus corações agora”.
Como obtemos o céu na terra? As duas parábolas deixam claro: apossando-nos de Cristo em toda Sua plenitude. E isso é um empreendimento caro.

1. O Tesouro no Campo

“O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobri-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo” (Mateus 13:44). O campo aqui representa o mundo evangelizado. É toda área onde o evangelho foi pregado e recebido. E o homem trabalhando no campo representa todo aquele que serve a Jesus.
Esse homem soube de fonte segura, que há um tesouro enterrado em algum lugar naquele campo. Enquanto outros trabalhadores escavam com coração dividido, esse homem cava furiosamente, gastando horas, dias, procurando pelo tesouro. Ele assentou em seu coração desenterrar o tesouro escondido de Deus, sabendo que o único meio de encontrá-lo é buscando com tudo de si.
O que é o tesouro que ele está procurando? É a incrível descoberta de que Cristo é tudo de que ele necessita. Seu tesouro é o conhecimento de que toda alegria, direção e propósito – na verdade, as riquezas do céu em si – são dele - em Jesus. Não importa que lutas ou provações venham a confrontá-lo. Em Cristo lhe são dados todos os recursos - para todas as dimensões da vida.
Quando esse homem finalmente acha o tesouro, ele faz algo curioso: ele imediatamente o esconde. “Ao descobri-lo, esconde” (13:44). Por que ele esconderia essa maravilhosa riqueza recém-descoberta? Encontramos uma pista no testemunho de Paulo: “Mas, quando aprouve a Deus, que... me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para estar com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia” (Gálatas 1:15-17).
Paulo recebera uma incrível revelação de Cristo. Por que ele escolheu mantê-la em segredo? Foi porque esse tesouro era absolutamente precioso para ele, mais valioso que qualquer outra coisa. Ele havia servido a Deus com zelo como fariseu, mas sem o conhecimento da verdade (v. Romanos 10:2). Agora que Paulo tinha descoberto que a verdade era Cristo, ele não queria que isso lhe fosse roubado. Por isso ele foi para o deserto da Arábia esconder seu tesouro.
Basicamente, Paulo estava “vendendo tudo o que tinha para comprar o campo onde o tesouro estava enterrado”. Ele estava declarando, “Não quero que nada me tire do trilho dessa grande verdade que encontrei em Cristo. Não quero ouvir a opinião de ninguém sobre ela agora; tenho de possuí-la eu mesmo. Depois vou dividi-la com os outros, depois de ter compreendido a plena magnificência do que encontrei”.
Eis o preço que Paulo pagou para se apossar do seu tesouro: “Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo... tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7-8).

Como é possível “comprar” uma pérola de grande valor?

Essa parábola fala do homem que “vendeu tudo o que tinha para comprar o campo onde o tesouro estava enterrado” (v. Mateus 13:44). Sabemos que não é possível comprar coisas espirituais com dinheiro. Então como é possível comprar “uma pérola de grande valor” de nosso Senhor?
Pelos séculos, os ricos tentaram ganhar a vida eterna abrindo mão de suas riquezas. Eles largaram castelos, terras, riquezas, vastos rebanhos, jóias e vestes finas, tudo no esforço de ganhar a Cristo. Tornaram-se indigentes, comendo parcamente e vestindo peles de animais. Mas Jesus nunca foi encontrado dessa forma por ninguém.
Creio que Paulo passou seus meses na Arábia “permutando” com o Pai. Imagino-o perguntado, “Senhor, como posso me apossar de todas as riquezas de Cristo? Vou precisar do quê?”.
O Pai responde a Paulo, “Dê-me toda a sua autojustificação (farisaísmo), suas boas obras, seus esforços em Me agradar – e lhe darei a santidade de Cristo somente pela fé. Entregue a Mim todos os seus objetivos, ambições e planos. Eu lhe darei o próprio Cristo para viver em você e através de você. Os desejos dEle se tornarão os seus, e você conhecerá gozo que nenhuma conquista poderia lhe dar. Ganhar a Cristo vale tudo isso para você?”.
Paulo efetivamente ganhou a Cristo. Ele emergiu do deserto em posse completa do seu tesouro, testificando, “O velho Paulo está morto. Agora Cristo vive em mim. Todas as minhas ambições se foram. Tudo o que eu queria fazer ou ser anteriormente, deixei para trás no deserto. Encontrei o tesouro da minha vida, e Ele é totalmente suficiente para mim. Jesus é tudo de que sempre vou precisar”.
Você pode perguntar, “Onde está o mistério oculto nessa parábola do tesouro?”. Paulo responde: “O mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória” (Colossenses 1:26-27). Em suma, o mistério é o próprio Cristo em você. O próprio tesouro do céu está vivendo dentro de você, apossado por você!

2. A Pérola de Grande Valor

“Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou” (Mateus 13:45-46).
Quem é o negociante nessa parábola? A raiz grega o explica como comerciante itinerante que trabalhava por atacado; era também ensaiador de minérios, ou analista, que ganhava a vida avaliando pérolas caras pela qualidade e autenticidade.
Sabemos que Jesus é a pérola de grande valor encontrada por esse negociante. Cristo é muito caro, de valor incalculável, pois o negociante vende todas as suas outras possessões para obtê-Lo. Minha pergunta é: quem é o proprietário original dessa pérola tão cara? E por que ele estaria disposto a se desfazer dela?
Creio que encontramos o significado da pérola nos eternos propósitos de Deus. Jesus é a posse mais valiosa e rica do Pai Só uma coisa faria com que o Pai abrisse mão dessa pérola inestimável: Ele o fez por amor. Ele e o Filho fizeram uma aliança antes da fundação do mundo, e nesta o Pai concordou em compartilhar Seu Filho. Ele O entregou como sacrifício, para remir a humanidade.
O apóstolo Pedro refere-se ao alto preço dessa dádiva preciosa: o precioso sangue de Cristo. Pense nisso: o Deus do universo tornou Sua preciosa pérola disponível para todos. No entanto os homens da igreja não deram valor algum a Ele: “Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi avaliado pelo povo de Israel” (Mateus 27:9).
Digo a você, o Senhor deve sofrer hoje ao ver o quão pouco valor Seu povo coloca nessa pérola preciosa. Para alguns, Cristo nada mais é do que uma peça de museu. As pessoas O visitam uma vez por semana para admirá-Lo ou louvá-Lo, dizendo, “Que beleza. Como é glorioso”. Mas nunca se apossam da pérola. Elas não permutam com o dono para possuí-la a qualquer preço.
Deus quer que Sua pérola seja encontrada por aqueles que são obcecados em possuí-Lo. É como se estivesse dizendo, “Minha pérola está disponível somente àqueles que colocam grande valor n’Ele”. Assim, o negociante nessa parábola representa uma pequena quantidade de crentes hoje. Tais servos encontraram em Jesus a resposta para toda necessidade e clamor de seus corações. Ele se tornou o foco central de suas vidas. Eles assentaram no coração irem atrás desse prêmio com tudo que têm. E vão se apossar d’Ele a qualquer preço.
O que custou para o negociante obter a pérola? Lembre-se, era inestimável. Não poderia ser comprada por nenhuma quantia de dinheiro. Simplesmente não havia ouro ou prata suficientes na terra para equiparar seu valor, e o negociante sabia disso. Ele percebeu que poderia passar o resto da vida acumulando riquezas para obtê-la, mas seus esforços seriam todos em vão.
Vejo o negociante dizendo ao dono, “Olha, eu preciso ter essa pérola. Eu, de bom grado troco a minha vida inteira de trabalho com você. Tudo que me pedir, eu farei. Só me deixe tomar posse dela”. Qual é a resposta de nosso Pai a esse tipo de desejo? “Dê-me seu coração. Esse é o preço”. Em seguida, lemos, “E encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou” (Mateus 13:46).
Esse negociante vendeu a própria alma pela pérola. Custou-lhe a mente, corpo e espírito, “tudo quanto tinha”. Contudo, o dono lhe disse que ele ganharia algo em troca: “Você será meu servo; contudo, será muito mais que isso para mim. Ao me dar seu coração, você está me permitindo adotá-lo. Estou prestes a torná-lo parte da minha família. Então, serás meu herdeiro. Você possuirá a pérola junto comigo”.

Quero dizer o que essas duas parábolas significam para mim pessoalmente

Cristo é o tesouro escondido no campo. Nele, encontrei tudo de que preciso para o resto da vida. Para mim, isso significa o seguinte:
Chega de tentar achar propósito no ministério. Chega de procurar preenchimento nas pessoas. Chega de precisar construir algo para Deus ou ser um sucesso ou me sentir útil. Chega de me adaptar às multidões ou provar alguma coisa. Chega de procurar meios de agradar as pessoas. Chega de pensar ou raciocinar um jeito para sair das dificuldades.
Encontrei o que estou procurando. O meu tesouro, a minha pérola, é Cristo. E tudo o que Dono pede de mim é, “David, deixe-me te adotar. Eu te amo, e já assinei os papéis com o sangue do Meu próprio Filho. Você agora é coerdeiro com Ele de tudo o que possuo”.
Ainda estou no processo de vender tudo o que tenho. Ainda estou dando ao Pai o meu tempo, pensamentos, vontades e planos. Contudo, sei que estou trocando tudo isso por um tesouro. Estou trocando para comprar água viva, o pão da vida, o leite e o mel do gozo e da paz. E estou fazendo tudo sem dinheiro. O preço para mim é o meu amor, a minha confiança, a minha fé em Sua palavra.
Que bom negócio. Abro mão dos trapos de imundície da minha autoconfiança e das minhas boas obras. Deixo de lado meus sapatos gastos no autoesforço. Deixo para trás minhas noites em claro nas ruas da dúvida e do medo. E em troca sou adotado por um Rei!

Caro santo, isso é o que acontece quando você busca a pérola, o tesouro, até encontrá-Lo. Jesus lhe oferece tudo o que Ele é. Ele lhe traz alegria, paz, propósito, santidade. Quanto Ele vale para você? Para ganhá-Lo, pode lhe custar mais do que você esteja disposto a pagar. Eu lhe exorto: comece a cavar hoje. 

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segunda-feira, maio 07, 2012

Boas Notícias Para os Mornos

Gary Wilkerson

Você está achando que suas tentações estão mais fortes, que sua resistência está mais fraca, que suas afeições por Cristo estão estranhamente se ofuscando? Você está vivendo um período quando a palavra de Deus parece desinteressante e a sua vida de oração anda fraca e anêmica? Por acaso há o temor de lentamente estar se tornando morno?

Se for assim, essa mensagem é para você. Há esperanças para o crente que está caindo na mornidão espiritual. Há poder disponível para você – e há um Salvador operando a seu favor para arrancá-lo do embotamento de espírito e lhe trazer o fogo do avivamento.

A maioria de nós conhece as famosas palavras de Jesus a respeito dos cristãos mornos. Em Apocalipse 3, quando Ele se dirige às sete igrejas, não parece haver muita notícia boa para tais pessoas. Na verdade, parece que as notícias são todas muito más.

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio, ou quente! Assim, porque és morno, e nem és frio nem quente, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3: 15,16).

Cristo está falando especificamente a respeito da igreja de Laodicéia. Evidentemente tal igreja havia se tornado muito complacente em sua fé. Essa passagem do Apocalipse se tornou tão conhecida que a palavra “laodicéia” aparece realmente no dicionário. Significa alguém medíocre, dividido, que não está inteiro naquilo que faz.

Essa é uma das passagens mais poderosas das Escrituras

Realmente, esses versículos declaram um alerta claro a todas as gerações da igreja. Os que são descritos aqui como mornos são pessoas que alegam ter a natureza de Deus sem viver uma vida que reflita tal natureza.

Os mornos afirmam ser do círculo íntimo de Deus, mas não se preocupam em obedecer a Seus mandamentos. Quando Jesus diz, “Conheço as tuas obras” (Apocalipse 3: 15), Ele está falando do modo pelo qual tais pessoas vivem. Os mornos citam a Bíblia, contudo agem do jeito do mundo. Eles querem os benefícios de ser identificados com Jesus, mas não querem submeter-se ao que Ele pretende deles.

Tais pessoas não são “frias” de modo algum. Pessoas de coração frio vivem vidas mundanas sem qualquer desculpa; elas caem na farra, bebem, e isso não surpreende, pois não têm lealdade a Deus. Pessoas “frias” são exatamente o que parecem ser – e elas não fingem ser o que não são.

Mas as pessoas mornas levam vidas fraudulentas, que é como prejudicam o evangelho. Declaram-se de Deus, mas são levadas por apetites mundanas. Isso se torna um testemunho ruinoso – pior do que a pessoa fria que admite “Não dou bola para Deus”.

Por favor, não me entenda mal: não estou dizendo que inexista perdão para os pecados do morno. Jesus torna disponível Sua provisão de purificação não apenas para os quentes, mas também aos mornos e frios. Ele está disponível para lavar os pecados de qualquer um de nós. A ira de Deus contra o pecado foi plenamente satisfeita na cruz, nos libertando de qualquer culpa.

Mas nós não somos apenas perdoados. Jesus também imputa Sua retidão e justiça a nós. Ele coloca o Seu Espírito dentro de nós, dando-nos justo poder sobre o pecado. Contudo, os crentes mornos não permitem que a justiça de Deus os afete – e esta é a sua tragédia.

Veja, os mornos experimentaram o fogo purificador e consumidor da presença de Deus. Ouviram a respeito de Cristo satisfazendo a ira através de Seu sangue derramado. Mas aceitam essas verdades gloriosas com um bocejo. Cristo olha para eles e diz, “A tua mornidão está mais distante do Meu coração do que qualquer frieza”.

Todo cristão que lê esta mensagem deve examinar se há mornidão em seu coração

Em meus anos de pastor tenho observado vários sinais nos crentes que se tornam mornos. Todos estes sinais podem parecer muito familiares a você, mas leia-os à luz das palavras de Jesus quanto a “conhecer as tuas obras”, e veja se algum deles se relaciona a você:

Falta de oração. Há uma brincadeira entre pastores de que a maneira mais fácil de fazer um cristão se sentir culpado é perguntar de sua vida de oração. Mas em verdade uma vida de oração dividida revela algo em qualquer crente. As obras de tal pessoa – ou a falta delas – refletem a condição de seu coração. A oração é uma obra piedosa que brota de um coração cheio do Espírito. E é uma das primeiras coisas que começa a faltar quando um coração está morno.

Não ser mexido pela palavra de Deus. A leitura da palavra de Deus é para despertar, nos mover e incitar. Porém algumas vezes quando lemos as escrituras é como se estivéssemos lendo qualquer outro livro. Ou nos interessa ou não, e se estamos chateados deixamos de lado.

Um encontro com a palavra viva de Deus não é para ser uma evasão, um escape - como qualquer outra leitura comum. Tem o efeito oposto: ela leva à transformação. O coração que se abre ao poder da palavra de Deus é transformado. Mas o coração morno não é transformado porque nunca se permite ser examinado.

Desobediência à palavra de Deus. Como é trágico quando um coração morno finalmente tem um vislumbre da verdade santa. O Espírito Santo irrompe e convence o coração crente, que revolve, “Chega de ser morno. Voltei inteiro para o Senhor”.

O crente morno tem reação diferente. Ele é como o homem descrito na epístola de Tiago: ele se olha no espelho e enxerga a sua situação – mas quando se afasta rapidamente esquece o que tinha visto. Ele convenientemente ignora que ser chamado para Cristo é uma paixão consumidora.

Pouca atenção para os que se perdem. Quando mostram ao crente morno notícias dos perdidos e dos que estão em desespero – seja no seu quintal ou em outros países – ele se mantém intacto. Mesmo quando se lembra de seus queridos não salvos ele não se preocupa.

Há um grito em sua alma por seus conhecidos que estão vagando nas trevas? A luz de Cristo surge em suas horas de oração lhe mostrando a verdadeira situação deles? Quando você vê as necessidades prementes dos excluídos de outras nações uma aspiração espiritual desperta em você? Você tem um fogo para ver os perdidos, os cegos, os destituídos conhecerem o amor de Jesus?

Reuniões irregulares com outros crentes. O crente morno vai à igreja não para ser transformado, mas porque serve para ele ir. Reuniões com outros crentes para a glória de Deus não têm significância para ele. Ele escolhe ir tendo em mente apenas sua conveniência.

Mas Davi compreendeu o significado de estar na casa de Deus em meio ao Seu povo. Ele declara que um único dia na presença de Deus é melhor do que mil em outro lugar. Davi até diz que ficaria alegre em servir como porteiro só para estar lá. Isso deveria significar algo para nós. Foi dito por um homem com autoridade sobre dezenas de milhares!

Indiferença diante da apatia na igreja. Um cristão morno não se preocupa caso seus irmãos ou irmãs estejam mornos, também. Ele se satisfaz em cantar louvores com eles e em ouvir sermões não permitindo que nada se aprofunde. Se fosse por ele, coisa alguma em sua igreja jamais iria mudar. Pouco se preocuparia em ela se tornar um corpo de serviços à comunidade.

Lendo estes traços da mornidão, algo desperta em você? Sente-se tocado por estas coisas que podem descrever sua vida? Todos temos de invocar a Deus para que nos agite quanto aos interesses dEle. Ele está pronto e desejoso de restaurar nossas paixões piedosas.

Se soubesse de algo que pudesse transformar sua vida para a glória de Deus, você a buscaria?

Minha mulher e eu temos uma brincadeira que fazemos de vez em quando. É assim: imagine que você possa receber cinco pessoas para o jantar, sejam pessoas do passado ou do presente. Você faz as escolhas sabendo que estas pessoas poderiam ter uma influência em sua vida como nenhumas outras. Você iria conhecer seus corações, e deixar que falassem ao seu. Se isso pudesse acontecer, quem você escolheria?

Ao longo dos anos as nossas listas incluíram muitas pessoas grandemente espirituais (apesar de que eu também incluiria um ou dois esportistas!). Não seria incrível, ou seja, beber profundamente do poço daqueles que poderiam ajudar sua vida a se amoldar à própria semelhança de Cristo?

Você fez a lista e enviou os convites, e agora todos os convidados dizem que poderão vir. Então você começa a planejar aquela refeição perfeita e a perfeita atmosfera na qual a servirá. Você vai ficando entusiasmado por entender que está prestes a viver um dos momentos mais significativos de sua vida.

Porém à medida que a noite especial se aproxima algo em você resiste. Outros desejos começam a brotar em sua cabeça, como “Realmente tenho de acabar aquele livro incrível que estou lendo. Só tenho de ver o que vai acontecer”. Finalmente, a sua ânsia de desviar a atenção desse assunto fica tão forte que você resolve faltar ao jantar. Mais tarde enquanto seu cônjuge recebe os convidados, você fica à toa na outra sala, ausentado de algo que poderia ter transformado a sua vida.

É exatamente isso que o coração morno faz. Ele mata a paixão genuína! Ele supera qualquer zelo “quente” que tenhamos pelas coisas de Deus.

É exatamente disso que trata a advertência de Jesus aos laodicenses. Não é uma mensagem de condenação, mas de esperança, amor, graça e poder. Ele está dizendo, “Tenho uma notícia boa para você. Sim, sua situação se tornou repulsiva para Mim – mas nesse momento estou lhe desafiando a sair da mornidão. Te dou todo o poder para fazer isso acontecer”.

Isso mesmo – Cristo não estava excluindo os mornos. Ele os estava advertindo a fim de trazê-los de volta para Si – para reacender o relacionamento deles consigo.

Qual é exatamente a boa notícia de Jesus aos mornos?

A primeira parte da boa notícia de Jesus aos de Laodicéia está resumida na frase: “Quem dera fosses frio, ou quente!” (Apocalipse 3: 15, itálicos meus). Algumas traduções desta frase dizem, “Oxalá foras frio ou quente!”.

Pode-se dizer, “Isso soa como mera sugestão”. Nada mais longe da verdade. Jesus é o Senhor do universo – e está expressando o Seu desejo; quando diz, “Quem dera fosses...” podemos saber que Ele está recorrendo a todos os recursos possíveis a nosso favor. Se Ele quer que o nosso coração morno entre em chamas para Si de novo, Ele irá liberar um conjunto de operações multi-abrangentes para ver acontecer. E os planos de Jesus não falham.

“Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3: 16). Jesus tem repugnância por nossa mornidão. É como vinagre em Sua boca, um queimor azedo tão horrível que causa reflexo de por para fora. Se persistirmos em nossa mornidão, esse gosto azedo O fará nos vomitar.

Mas essa não é a palavra final nesta passagem. A seguir lemos: “Eu repreendo e disciplino a todos quantos amo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te” (3:19). É o amor de Cristo que O leva a nos falar nesses termos. É o evangelho da graça alcançando até os mais mornos dentre nós.

Em termos simples, Jesus está nos dizendo que mesmo quando nos tornamos mornos o Seu amor é levado a agir. Sua repreensão é redentora, Seu objetivo com a disciplina é restauração. O amor de Jesus pode despertar o desempenho mais medíocre. E nos oferece isso: “Aqui estou! Estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com essa pessoa, e ela comigo” (vide 3: 20).

Os pais da igreja chamavam este aspecto da natureza divina de “tolerância”. E a razão para Sua tolerância é o amor. Porém Jesus tem ainda mais a dizer aos mornos. Ele oferece uma recompensa a todos que queiram responder a Seu alerta: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci, e me sentei com meu Pai no seu trono” (3: 21).

Ouça o que o seu Salvador está dizendo a você: Ele deseja a sua afeição inteira. Ele deseja que os Cantares de Salomão sejam a história do seu relacionamento com Ele. Ele deseja que você O anseie ardentemente quando Ele pareça estar longe e se deleite quando está perto. Ele deseja lhe encher tanto com o Seu amor, que você seja levado à ação – a fazer Suas obras alegremente e com um coração pleno.

Esse tem sido o coração de Deus desde o Velho Testamento. Ele então declara, “Não é Meu desejo que nenhum seja lançado fora ou que se perca”. E agora no Apocalipse Ele está nos lembrando, “Planejo modos de trazer de volta todos os que estão mornos”.

Poderia haver alguma notícia melhor para os crentes mornos? Para aqueles que nós tão facilmente julgamos estarem com corações divididos? Jesus não para em expor o pecado deles – Ele lhes dá o remédio. “Pois dizes: Estou rico e abastado, e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas” (Apocalipse 3: 17-18).

Note o conselho de Jesus para nós aqui. Ele diz que tem “ouro refinado pelo fogo” – e que devemos comprá-lo dEle. Está nos dizendo, “Sei que você não tem poder para restaurar a chama fervente de Deus no seu coração. Isso farei Eu em você. Agora, deixe que Eu opere a Minha obra no teu coração”.

Porém há também uma seriedade terrível no alerta de Jesus aqui. Em resumo: não entenda como já aceita esta oferta de Deus. Sonde o seu coração – não espere que o pastor ou seus amigos o abordem. Um cristão morno pode aos outros parecer estar fervendo para Cristo, porque ele cultua e mostra afeição externamente por Jesus. Sua desobediência passa despercebida a todos menos ao Senhor.

Você se tornou morno? Há falta do “quero” que a paixão piedosa seja restaurada? Tenho duas palavras para você: simplesmente bata à porta. E aí continue a bater. O seu coração é precioso para Ele – Ele já disse isso – e prometeu lhe levar de volta a Si mesmo. Ele declarou Seu amor por você mesmo em seu estado morno. E a advertência para você é o sinal mais seguro de Seu amor.

Que essa mensagem o desperte. Que abra seus ouvidos ao convite: “Entre pela porta que abri para você. Tenho tudo de que você precisa. E quero que você se assente ao Meu lado e desfrute da Minha glória”.

Que essa gloriosa verdade o desperte no espírito – reaviva seu coração – e lhe dê a paixão para cumprir Suas boas obras de novo. Amém.

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