sábado, outubro 28, 2006

O Toque de Deus - Daniel

Por David Wilkerson

Daniel testifica: "Eis que certa mão me tocou, sacudiu-me e me pôs sobre os meus joelhos e as palmas das minhas mãos" (Daniel 10:10). A palavra para "tocou" aqui quer dizer agarrou violentamente. Daniel estava dizendo: "Quando Deus pôs as mãos sobre mim, dobrou-me sobre minha face. O seu toque me deu urgência para buscá-lo com todo o meu ser".

Isso acontece toda vez que Deus toca a vida de alguém. Essa pessoa cai de joelhos. E se torna um homem ou mulher de oração, levado a buscar o Senhor.

Tenho muitas vezes me perguntado por que Deus toca apenas algumas pessoas com essa urgência. Por que alguns servos ficam famintos em buscá-lo, enquanto outras fiéis pessoas prosseguem nos seus caminhos? Os servos tocados por Deus têm uma relação íntima com o Senhor. Eles recebem revelações do céu. E desfrutam de um caminhar com Cristo do qual poucos desfrutam.

Penso em Daniel. Esse devoto servo foi tocado por Deus de modo sobrenatural. Ora, havia muitas outras pessoas boas e piedosas servindo ao Senhor nos dias de Daniel. Incluem-se Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, assim como Baruque, um escriba de Jerusalém. Inúmeros outros israelitas mantinham igualmente sua fé, enquanto escravizados na Babilônia. Cerca de 40.000 deles iriam retornar a Jerusalém para reedificar o templo.

Então, por que Deus impôs suas mãos sobre Daniel e o tocou da maneira que o fez? Por que apenas esse homem se tornou capaz de ver e ouvir coisas que ninguém mais conseguia? Ele declara: "Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram" (Daniel 10:7).

Eis a incrível visão que Daniel teve: "No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu à borda do grande rio... levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro... o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido" (10:4-6).

Era uma visão do próprio Cristo, clara e vívida. Em verdade, foi a mesma visão dada a João na Ilha de Patmos (v. Apocalipse 1:13-15). Agora Deus fala a Daniel de modo inconfundível, "e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente" (10:6); não foi um pio ou um cochicho, mas o trovejante ressoar de um ruidoso tumulto.

O Senhor se revelou a Daniel dessa maneira por uma razão específica: ele queria cessar a longa fome pela sua palavra; decidiu que havia chegado a hora de entregar uma mensagem à humanidade perdida. E queria que os seus servos soubessem o quê ele estava prestes a fazer, e por que: "Fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias" (10:14).

Mas Deus precisava de uma voz para declarar a sua mensagem. Ele queria um homem de oração, um servo que responderia fielmente ao seu chamado. Daniel era esse homem. Ele havia estado orando com devoção três vezes ao dia. E agora, enquanto andava ao longo do rio, Cristo se revela a ele. Daniel ficou abalado pela experiência. Ele diz: "Caiu sobre eles um grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim... Contudo, ouvi a voz das suas palavras" (10:7-9).

As escrituras não identificam os homens que estavam com Daniel. Poderiam ser guardas babilônicos, ou funcionários do governo; afinal de contas, Daniel ocupava um alto posto no reino. Em minha opinião, estes homens eram israelitas, especificamente amigos e companheiros piedosos de Daniel. Então, se é assim, por que fugiram? Daniel diz que eles nem viram e nem ouviram nada. Por que foram obrigados a se esconder?

Eis o porquê: Deus estava no processo de possuir Daniel; estava preparando o seu servo, corpo e alma, para receber uma palavra dos céus. E isso é sempre uma visão impressionante. Toda vez que Deus toca um dos seus servos - homens de oração - ele se manifesta nesse vaso humano. Primeiro ele o esvazia de todo o seu eu, e aí o possui totalmente.

A visão desse processo pode infundir medo em cristãos limitados à carne: ou faz com que os seus pecados ocultos se derretam, ou os incita a fugirem da cena. Lembro-me de uma ação divina desse tipo em minha própria vida, vários anos atrás, antes que o nosso ministério se mudasse para Nova York. A minha esposa, Gwen, e eu estávamos sentados em nosso quintal no Texas com outros casais cristãos. De repente, o Espírito de Deus me dominou, e eu caí sobre a minha face.

O Senhor começou a falar ao meu coração sobre as almas perdidas. Logo eu estava chorando e profetizando. Sentia-me como se estivesse na presença do próprio Deus, retirado desse mundo. O seu Espírito movia-se sobre mim, me chamando, dando-me visão para o ministério. Eu não sei quanto tempo estive naquele estado. O que eu sei é que, durante aquele tempo as nossas visitas se desculparam e saíram. Algo na cena os afugentara.

Sempre me pergunto: esse toque sobrenatural de Deus seria simplesmente uma questão de predestinação? Os que recebem o seu toque seriam pessoas escolhidas e selecionadas para tal ainda antes de nascerem? Seriam elas simplesmente destinadas à oração, à posse pelo Espírito Santo, à recepção de palavras vindas do trono de Deus?

Faço essas perguntas devido a uma inexplicável fome existente em minha alma, fome dada por Deus. O meu homem interior anseia por uma revelação de Cristo. Alguma coisa em mim simplesmente não se aquietará com revelação vinda de qualquer outra pessoa. Por que? Estou convencido de que Deus tem uma palavra particular que deseja transmitir a essa geração. E agora mesmo, está procurando na terra servos que possa possuir. Ele quer homens e mulheres que servirão como seus oráculos para um mundo perdido. Só a sua poderosa e ungida palavra pode combater o crescente espírito do islamismo. E somente a sua verdade pode dar um golpe mortal na hipocrisia em sua própria igreja.

Como o mundo mudou rápido. Após a queda das Torres Gêmeas em Nova York, a freqüência à igreja cresceu repentinamente. As pessoas voltaram em bando à igreja pela primeira vez em anos. De súbito, Deus se tornou popular outra vez. A menção do seu nome marcava todos os eventos esportivos, sessões do governo ou reuniões cívicas. Parecia que a nação inteira estava dizendo preces e falando de Deus.

Hoje, contudo, a freqüência à igreja está mais baixa do que antes da tragédia de 11 de setembro. Uma pesquisa nacional recente cita frases das pessoas dizendo: "A igreja foi uma experiência tão desagradável que não voltei mais". "Não acontecia nada lá. Não valia a pena gastar o meu tempo". "Nada lá dentro me deu vontade de voltar".

Como pode ser isso? Isso acontece porque a igreja perdeu sua autoridade espiritual. A maioria dos sermões que essas pessoas ouviram eram mortos, sem vida. Eles revelaram a igreja em seu estado atual: fraca e desprovida do real caráter de Deus. Agora as pessoas se tornaram surdas ao evangelho. Os jovens especialmente estão rejeitando a igreja, dizendo que ela é irrelevante. Eles não querem ter nada a ver com uma instituição que é motivo de riso aos olhos do mundo.

Mas Deus está prestes a mudar tudo isso; agora mesmo está levantando homens e mulheres tocados por Deus, e possuídos pelo Espírito. Ele está colocando esses servos no fogo com sua verdade. E o seu toque em suas vidas fará com que o mundo note isso.

Uma palavra pura está preste a descer dos céus mais uma vez. Ela irá expor a hipocrisia e as mentiras demoníacas. O islamismo será revelado como possuindo origens satânicas. E tudo aquilo proveniente da carne - o egoísmo, o materialismo, a lascívia - será trazido à flamejante luz da palavra de Deus. Verdade convincente será pregada dos lábios da nova geração de Deus - gente que busca, pessoas que comprometeram seus corações inteiramente com Cristo.

1. Deus Fez de Daniel um Oráculo Seu
Porque Este Jamais Abandonou a Oração

O Senhor toca todo servo que é fiel na oração. Ele busca os que estão dispostos a se disciplinarem a fim de ouvir a sua voz. A Bíblia chama essa atitude de "dispor o coração". Daniel diz: "Voltei o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (Daniel 9:3).

Daniel então nos diz: "Falava eu ainda, e orava, e confessava o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançava a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus... o homem Gabriel, que eu tinha presenciado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde" (9:20, 21). Resumindo, Daniel está dizendo: "Deus tocou-me ao buscá-lo em fervente oração".

Daniel deixa claro: ele não conseguiu compreensão da palavra de Deus estudando junto aos eruditos. Não ganhou conhecimento quanto aos futuros acontecimentos a partir das instituições babilônicas. Ninguém poderia lhe ensinar como interpretar sonhos que haviam sido dados de modo sobrenatural. Daniel declara: "Falava ainda na oração... Ele... falou comigo, e disse: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido" (9:21-22).

Simplificando, as orações de Daniel trouxeram palavras vindas do trono de Deus: "Então me disse: Não temais, Daniel, porque desde o primeiro dia, em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e por causa das tuas palavras é que eu vim... Agora vim para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias" (10:12, 14).

Que tipo de prece Daniel havia feito para despertar tal visitação? As escrituras nos dizem que ele havia passado três semanas em total quebrantamento: "Naqueles dias eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me untei com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras" (10:2-3).

Daniel havia passado vinte e um dias se humilhando, chorando ajoelhado, corrigindo sua carne, dispondo o coração para receber compreensão divina. Ele não media suas sessões de oração pelo relógio. Ele estava fazendo uma declaração de guerra: "Senhor, não deixarei tua presença enquanto eu não discernir o quê estás fazendo. Não importa o preço que eu tenha de pagar".

Agora mesmo, o povo de Deus está precisando receber uma palavra dos céus como nunca antes. Jamais na história tantas e tantas multidões ficaram tão enjoadas e aborrecidas com sermões mortos e áridos. As pessoas piedosas estão literalmente chorando para terem uma palavra convincente, transformadora de vidas. Mas a maioria dos púlpitos está ocupada por homens sem autoridade espiritual. São pastores que não oram e estão perdidos pelos tempos, incapazes de trazer entendimento e esperanças a congregações amedrontadas.

Uma outra coisa aconteceu com Daniel enquanto ele orava. Ele foi levado ao fim de suas habilidades enquanto humanas. O Senhor agora tocava os lábios de Daniel para que ele pudesse falar como seu oráculo. Ele diz ao seu servo: "Santifiquei a tua língua. Agora vou falar através de ti".

Qualquer pessoa que fale por Deus precisa ter sua língua limpa e purificada. A Bíblia nos traz exemplo atrás de exemplo:

. Jeremias diz: "Estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca, e me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. Olha que hoje te constituo sobre as nações...para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e também para edificares e para plantares" (Jer. 1:9-10).

. Isaías diz: "Então disse eu: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado" (Is. 6:5-7).

. Daniel testifica: "E eis que uma como semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então passei a falar... Então me tornou a tocar aquele semelhante a um homem, e me fortaleceu" (Daniel 10: 16-18).

As experiências destes homens são exemplos para todos nós: Deus está procurando pessoas que queiram gastar o seu tempo para se trancarem com ele, que o buscarão regularmente e esperarão na sua presença. Como dedicados atletas olímpicos, esses servos passarão horas em sua disciplina, durante semanas e meses direto.

Pode-se dizer: "Não posso ficar horas orando. Tenho obrigações como todos". Quero dizer que Daniel era um homem muito ocupado. Como proeminente funcionário do governo, tinha incríveis questões em suas mãos. Mesmo assim Daniel dispôs seu coração para buscar a Deus. E produziu em seu melhor horário, todos os dias - três vezes por dia, na verdade - tempo para orar. Deus lhe respondeu com uma visão impressionante: "Eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse" (Daniel 8:27). Mesmo doente, ou durante seus negócios diários, Daniel buscava ao Senhor.

Deus está procurando pelo mesmo tipo de desespero entre seus pastores atualmente. Está buscando pastores que estejam cansados de meramente pregar sermões, que estejam lutando por uma mensagem nova, pastores que agora estejam tendo pouco impacto sobre as pessoas. Ele quer pregadores que prefeririam morrer e estar com Jesus, a prosseguir na sequidão. São ministros famintos que gritam: "Ó Deus, ponha o teu fogo em minha alma. Quebre-me, derreta o meu coração, revolucione a minha vida. Não posso continuar nessa rotina. Preciso do teu toque. Quero servir como um oráculo para Ti, falar ao teu povo". Aquele cujo coração tem esse tipo de grito vindo do coração - e dirigido a Deus - é o servo a quem o Senhor toca.

2. Daniel Sofre Pelo Declínio Espiritual da Sociedade e da Igreja

Há muitas pessoas piedosas atualmente que ficam horas em intercessão. São abençoados servos que andam pela fé com grande convicção. Contudo muitos deles não sofrem pelos pecados do nosso país, ou pela mortandade na casa de Deus. Eu não estou sugerindo que os cristãos devam ser pessoas aparvalhadas e preocupadas. Mas existe uma atitude no coração até mesmo no crente mais alegre, que o leva à dor diante da mornidão da igreja, e do declínio moral da nação.

Vemos isso na vida de Daniel. Daniel era uma pessoa, em sua sociedade, que sofria dores junto com o coração de Deus. Na ocasião, ele estava recebendo visões no meio da noite. Foi milagrosamente salvo da cova dos leões. O Senhor estava abençoando e prosperando tremendamente este homem. Porém, o tempo todo, Daniel nunca tirou da cabeça as coisas dolorosas que Deus estava lhe mostrando sobre Israel: "Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro em mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram" (Daniel 7:15).

Cá estava um homem que ia dormir tendo o Senhor em mente. Os pensamentos dele não ficavam transbordando de idéias de negócios, ou imagens sexuais. Daniel buscava o Senhor continuamente, fazendo súplicas. E agora os céus estavam abertos a ele, com visões do futuro. Daniel estava se movendo dentro de uma espantosa e profética dimensão, porque havia escolhido sofrer as dores com Deus.

Agora Deus revela a Daniel o seu plano. O Senhor está prestes a arrancar tudo que é mal e jogar fora. Irá esmagar as nações más e as destruir. O dia do juízo está próximo, e o tempo acabando. O Rei está chegando, e logo os livros serão abertos. No entanto, surpreendentemente, o povo de Deus estava em sono profundo, desligado de tudo.

Então Daniel se enluta devido à morte espiritual e à depravação na casa de Deus. Testifica: "Essas palavras divinas, essas visões do futuro, me abalaram. Elas agitaram a minha alma, e me levaram ao choro e ao sofrimento" (v. Daniel 9).

Vejo uma cena parecida na casa de Deus hoje. Ministros e igrejas têm fechado os ouvidos aos alertas proféticos. Recusam-se a ouvir ou a falar tudo que seja negativo. Em sua cabeça, está na hora de apenas se gozar a vida. No entanto muitas destas mesmas pessoas no passado experimentaram milagres. Pela oração trouxeram ao reino os seus queridos que haviam se perdido; choraram diante da ruína moral da sociedade, e ansiosamente aguardavam a volta de Cristo. Mas agora têm a sua própria programação. Não vão gastar uma gota de energia chorando com Deus sobre uma nação à morte, ou uma igreja morna. Como está nas escrituras: "Mas não vos afligis com a ruína de José" (Amós 6:6).

3. Deus Revela a Sua Palavra
Àqueles Que Se Recusam a Ocultar ou Abrigar o Pecado

Daniel recebeu o toque de Deus porque estava querendo sofrer com o Senhor. Ele ora: "Senhor, o que está acontecendo? Eu tenho de entender os tempos atuais. Mostre-me, para que eu possa avisar o teu povo". Ele não se preocupava em ser ridicularizado. Ele estava sendo consumido pelo zelo de conhecer o coração de Deus. E abertamente confessou o seu pecado.

"Orei ao Senhor meu Deus, confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (Daniel 9:4-5).

Eis outra marca de alguém segundo o coração de Deus: ele se identifica com os pecados da igreja. Esse servo chora por santidade, tanto em si próprio como no povo de Deus. Uma igreja pode convidar para reuniões de oração regularmente, mas sem pureza, a oração é absolutamente sem poder. A mensagem que Deus quer dar ao seu povo deve vir de lábios que tenham sido purificados.

Faço um desafio a todo pastor, a todo mestre, a todo leigo: ganhe desespero pelo toque de Deus. Fique em comunhão com Ele. Jejue junto com sua intercessão. E permita que o Espírito Santo examine o seu coração. Ele irá lhe expor cada uma das coisas ímpias, rebeldes e pecaminosas escondidas em você; e irá tratar consigo em relação a cada área de desobediência.

Breve, você não irá mais tolerar a hipocrisia ou as concessões em si próprio. As suas orações se transformarão em choro em favor de santidade. Aí, toda vez que você vir pecado na casa de Deus, irá clamar: "Ó, Senhor, nós pecamos contra ti". É assim que você saberá que Deus lhe tocou. Ele iniciou o trabalho divino de lhe transformar, lhe ungir novamente, e lhe preparar para uma obra maior.

Quero Compartilhar Com Você Uma Palavra Profética
Que Deus Me Deu

Você ouviu falar das Forças Especiais do exército americano. Trata-se de um exército-dentro-do-exército altamente treinado, uma unidade de elite formada por dedicados soldados. É um grupo constituído unicamente de voluntários, combatentes que foram selecionados e chamados por seus superiores. Caso desejem juntar-se ao grupo, enfrentam o mais árduo treinamento que se possa imaginar.

Antes da guerra no Afeganistão, Osama Bin Laden havia declarado que os soldados americanos eram fracos, covardes, despreparados para combates nas montanhas. Ele previu que o Taliban afugentaria as tropas americanas, expondo-as à vergonha - do mesmo jeito que havia derrotado o exército russo. Mas Bin Laden não contava com as Forças Especiais. Essa unidade valorosa invadiu o Afeganistão com apenas 2.000 soldados. Em poucos dias, havia localizado todas as fortalezas inimigas. De repente, os soldados de Bin Laden tremiam à vista destas disciplinadas forças se aproximando. Em uma questão de semanas, o Taliban foi conquistado.

Os terroristas no mundo todo agora tremem à aproximação das Forças Especiais. Sabem que mesmo uma pequena unidade pode fazer ruir toda uma nação. As Forças Especiais já chegaram às Filipinas, Indonésia e a outros países onde os terroristas treinam. Elas se tornaram o inimigo mais temido pelo terrorismo.

Eu creio que Deus esteja fazendo algo semelhante na esfera espiritual. Em oração, fui impressionado pelo Espírito Santo com uma visão extraordinária: Deus estava em ação nos céus em uma operação secreta. Ele está levantando um exército-dentro-do-exército, avaliando suas tropas regulares para formar uma unidade de elite feita de voluntários. Essa força especial é constituída de combatentes que ele pode tocar e instigar, para guerrear o inimigo. Vemos um retrato disso nas escrituras, com a milícia especial de Saul. A Bíblia diz: "E foi com ele uma tropa de homens cujos corações Deus tocara" (I Samuel 10:26).

As forças especiais de Deus de hoje incluem os jovens, os de meia idade, e até os idosos. Eles estiveram treinando em seus lugares secretos de oração. Muitos suportaram dores e sofrimentos quase além dos limites humanos. E de lá saíram limpos e purificados. A sua intimidade junto a Jesus durante todo esse período ensinou-os como lutar. Agora eles sabem como batalhar em qualquer terreno, seja nas montanhas ou nos vales.

Essas forças especiais têm conseguido muitas vitórias através da oração. E agora são temidas no inferno. Breve, por todo o mundo, especialmente nas nações muçulmanas, as forças altamente treinadas de Deus combaterão essas forças do mal. O nosso Deus não precisa exércitos com milhões de homens. Suas forças especiais são pequenas em número, mas poderosas em combate. Um membro dessa unidade, em oração, em obediência, pode pôr mil soldados inimigos em fuga. Como Deus prometeu ao pequeno e leal exército de Josué: "Ninguém vos resistiu até ao dia de hoje. Um só homem dentre vós perseguirá a mil, pois o Senhor vosso Deus é quem peleja por vós, como já vos prometeu" (Josué 23:9-10).

O nosso campo de batalha não é o Afeganistão, as Filipinas ou a Indonésia. A batalha que ocorre está na igreja. Nesse instante, Deus está soltando as suas forças especiais na sua casa. E as suas armas são oração, pureza, e uma palavra vinda diretamente do trono. Os lábios desses soldados foram tocados por brasas vivas do altar de Deus; suas línguas foram limpas de toda contaminação. E são corajosos ao expor tudo que provém da carne. São leões da oração, contudo cordeiros na humildade. E a palavra que pregam é profunda na verdade, na pureza e na integridade.

Tenho ouvido a pregação de vários soldados destas forças especiais. Alguns são jovens, tendo rapidamente descoberto a Cristo. Pregam sua palavra com ousadia, tanto na igreja como para os não salvos. Outros soldados são ministros de meia idade que se cansaram da mornidão da igreja. O Santo Espírito os tocou com o seu fogo, levantando-os com renovado zelo. Agora estão prontos para mostrar à nova geração como lutar. São homens que efetivamente combatem em seus lugares de oração, acompanhando seu capitão, Jesus. E surgem com uma palavra nova dos céus. Falam de modo amoroso, mas com autoridade. E não têm medo de mostrar ao povo os seus pecados.

Por anos, Satanás tem aterrorizado o povo de Deus. Ele destruiu grandes ministérios, pastores conhecidos, padrões santos. Mas Deus não foi surpreendido por nada disso. O tempo todo esteve treinando suas forças especiais. E está prestes a soltá-las dentro da sua igreja. Essa unidade de elite fez desmoronar a Cortina de Ferro no leste europeu. Fez cair o comunismo. E agora mesmo está derrubando a Cortina de Bambu na Ásia.

O exército-dentro-do-exército de Deus está no local correto em todas as nações. A sua atividade pode estar velada agora, mas logo o veremos realizando proezas no nome e no poder de Cristo. A palavra de Deus está chegando, a fome acabando. O Senhor vencerá. A sua palavra conquistará todos.

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quinta-feira, outubro 26, 2006

A Trombeta Está Soando, Mas Ninguém se Preocupa

Por David Wilkerson
9 de setembro de 2002

De todos os profetas do Velho Testamento, Amós fala mais claramente aos nossos dias. A profecia que ele traz se aplica à nossa geração, como se fosse recortada das manchetes de hoje. Em verdade, a mensagem de Amós é uma profecia dupla; foi dirigida não apenas ao povo de Deus em seus dias, mas também à igreja de agora, em nosso tempo.

Amós descreve Deus como um leão que ruge, pronto para atacar Israel com julgamento: “Rugiu o leão, quem não temera? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará?” (Amós 3:8). O profeta declara: “Deus se levantou como um leão que ruge, pronto para atacar a presa. E ao ouvir esse rugir do leão, tenho de avisar”.

O Senhor estava usando Amós para despertar Israel. Qual era a mensagem? Resposta: Deus estava prestes a enviar julgamento sobre o povo, devido à malignidade e corrupção devastadoras.

Naturalmente, Deus nunca julga um povo sem primeiro levantar vozes proféticas para o prevenir. “Certamente, o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (3:7). Agora, Amós vendo a nuvem do juízo se formando, é compelido a dizer: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?” (3:6). A mensagem de Amós aqui é de fazer a gente ferver por dentro: “Deus fez soar a trombeta de advertência para Seu povo. Mas ninguém se alarmou”.

Neste exato instante, muito poucos querem ouvir mensagem que tenha a ver com julgamento. O nosso país já está coberto pelo medo. Esperamos outro ataque terrorista a qualquer momento. E a economia se mostra mais árida do que nunca. As pessoas dizem: “Não dá para agüentar mais”.

Mas o Senhor fala segundo o Seu querer. E Seu Espírito nos provê forças para ouvir Sua palavra, entregue por ungidos servos. O nosso Senhor irá fielmente capacitar Seu povo para suportar seja o que for.

Amós Dirige Suas Profecias
Primeiramente ao Povo de Deus,
à Igreja de Concessões.

Ao profetizar, Amós se dirige às nações gentílicas em torno de Jerusalém. Certamente esses pagãos cairiam sob a ira de Deus. Eles estavam roubando as fronteiras de Israel, travando guerra contra ele, e matando seus filhos.

Contudo, agora Amós diz: “Ouvi a palavra que o Senhor fala contra vós outros, filhos de Israel” (Amós 3:1). O rugir do leão era contra o próprio Israel. O povo de Deus estava prestes a ser punido por corromper a pura adoração ao Senhor: “De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi; portanto, eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades” (3:2).

Há uma lei divina que ressoa por todas as escrituras. Ela diz, basicamente: “Quanto maior a medida da graça derramada sobre um povo, maior será o julgamento que cairá sobre esse povo, se a graça de Deus for desprezada”. Se um povo recebeu muita verdade, ele é mais responsável. E se corromper essa verdade, seu julgamento será dobrado.

Agora mesmo, Deus certamente está julgando os Estados Unidos por sua corrupção. Fico pensando em todos os modos pelos quais a nossa nação tem removido o nome de Deus do público. Na minha infância e juventude, aprendi que os Estados Unidos era um país cristão, fundado por homens piedosos que buscavam liberdade para adorar o Senhor em verdade. Naturalmente, a África do Sul e outros países afirmam ter tido a mesma origem.

Não tenho dúvida de que Deus abençoou certas nações como a nossa, para ajudar a evangelizar o mundo. Em sua infância, esse país, entre todas as nações da terra, foi aquele que mais enviava missionários. Os Estados Unidos enviaram pastores, mestres e evangelistas por todo o globo. Enquanto isso, um povo santo dentro do país refreava as ondas de iniqüidade. Líderes piedosos, pastores dedicados e congregações zelosas se levantavam para honrar o nome do Senhor.

Mas a iniqüidade começou a vir em abundância. O nome de Deus foi zombado. E nosso país acabou se tornando obcecado pelo prazer. Nos voltamos para os ídolos de riqueza, prosperidade, ganho material. E rapidamente perdemos o zelo e a compaixão pelos perdidos. Agora deixamos de ser um país que envia muitos missionários. Em vez disso, estamos exportando um evangelho de prosperidade, e de ambição.

Em Seu grande amor e sabedoria, o Senhor tem procurado purificar a nossa nação com correções severas. Ele permite secas, inundações, colapsos financeiros, furacões, mudanças drásticas do tempo. Ele está soando a trombeta alto. Mas ninguém está ficando alarmado por causa disso.

Muitos ministros declaram: “Deus não é assim. Não é Ele que está por trás dessas tragédias. Tudo isso é obra do diabo”. Não dá para eu dizer o quanto esses ministros me deixam irritado com isso. Eles não conhecem a Bíblia. Preste atenção às seguintes palavras de Amós:

• “... vos deixei de dentes limpos em todas as vossas cidades e com falta de pão em todos os vossos lugares; contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor” (4:6). Deus está dizendo claramente ao povo, que Ele está prestes a causar um colapso econômico em seu meio.

• “Além disso, retive de vós a chuva, três meses ainda antes da ceifa; e fiz chover sobre uma cidade e sobre a outra, não; um campo teve chuva, mas o outro, que ficou sem chuva, se secou” (4:7). O Senhor claramente controla o clima, seja ele bom ou mau.

• “Andaram duas ou três cidades, indo a outra cidade para beberem água, mas não se saciaram” (4:8). Deus controla a seca. E agora mesmo, estados inteiros estão tendo de racionar água.

• “Feri-vos com o crestamento e a ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das vossas figueiras, e das vossas oliveiras, devorou-a o gafanhoto” (4:9). Nos últimos meses, Nova York foi invadida por enxames de besouros japoneses. Esta peste está matando árvores em Central Park, e destruindo vastos acres de floresta ao norte.

• “Feri-vos” (4:9). Quem é o responsável por todas essas coisas? Deus quer que fique bem claro em nossas mentes: Ele está por trás de tudo. “Enviei a peste contra vós outros à maneira do Egito; os vossos jovens matei à espada, e os vossos cavalos, deixei-os levar presos, e o mau cheiro dos vossos arraiais fiz subir aos vossos narizes; contudo, não vos convertestes a mim, disse o Senhor” (4:10).

Você não pode me dizer que o Senhor não está por trás de todos os julgamentos que estamos experimentando. Muitos ministros apresentam Deus como um avô bonzinho e meio caduco. É claro, o Senhor é misericordioso e traz graça. Mas o quê esses pastores não entendem é que os julgamentos de Deus são a Sua misericórdia e a Sua graça. Ele está dizendo: “Voltem para mim. Tive de enviar essas correções para purificar a nação, e receber sua atenção. Vocês chegaram tão fundo no pecado, que ficaram cegos. Agora julgamento é a única linguagem que entenderão. Tudo isso é por causa do amor que tenho por vocês”.

Amós Profetiza um Duplo Julgamento:
Sobre a Nação e Simultaneamente Sobre a Igreja

Amós fala dos julgamentos de Deus como “grandes tumultos” (Amós 3:9). A palavra tumulto significa estado de confusão. Em outras palavras, o país será levado ao caos e a transtornos através de grandes ataques de violência e terror.

“Porque não sabe fazer o que é reto, diz o Senhor, e entesoura nos seus castelos a violência e a devastação” (3:10). O que Amós quer dizer aqui quando se refere a palácios? Ele está falando do que chamaríamos grandes negócios ou enormes corporações.

Pense nos acontecimentos que têm se desenvolvido em nosso país atualmente. Inúmeros dentre os mais respeitados grupos de negócios na história estão sendo denunciados por “entesourar nos seus castelos”. Presidentes de instituições confiáveis trapacearam os acionistas através de práticas fraudulentas de contabilidade. Dispensaram milhares de empregados. Enquanto isso, construíram enormes pés de meia para si próprios. Enquanto empobreciam alguns, asseguravam riquezas para seu próprio benefício.

Amós declara: “Os teus castelos serão saqueados” (3:11). Essas corporações, antes inabaláveis, agora estão falindo. Wall Street treme. Contudo, mais terrível do que tudo, Amós prediz uma peste de medo, devido a ataques de terror de costa à costa: “Um inimigo cercará a sua terra, derribará a tua fortaleza” (3:11). Será que as palavras do profeta poderiam vir em hora mais certa? Ele avisa: “Um inimigo vai jogar longe a sua coroa de esplendor. Esses palácios de poder e bens nos quais vocês se gloriam, serão arrasados até o solo”.

Após tudo isso, um leão econômico aparecerá, devorando a riqueza e a prosperidade daqueles que se enriqueceram pelo roubo: “Como o pastor livra da boca do leão as duas pernas ou um pedacinho da orelha, assim serão salvos os filhos de Israel que habitam em Samaria com apenas o canto da cama” (3:12).

Quando um leão se apossa da presa, ele devora até chegar ao osso. É exatamente isso que Amós diz que o inimigo fará com os luxuosos ricos. Ele não vai deixar nada senão reduzidos restos das riquezas conseguidas ilegalmente. Amós lhes diz: “Vocês achavam estar seguros por causa dos milhões guardados. Mas um leão urrando vai devorar tudo; quando acabar, não vai sobrar nada senão carcaça”.

Amado, hoje a mesma trombeta de advertência está soando novamente nos Estados Unidos. Mas muito poucas pessoas estão ficando alarmadas com isso.

Deus Diz Que ao Visitar Com Seus Julgamentos as Nações,
Também Visitará a Igreja.

As escrituras afirmam que o julgamento começa pela casa de Deus. Na verdade, antes de atacar qualquer nação, o Senhor revelará Sua ira na igreja: “Ouvi e protestai contra a casa de Jacó... No dia em que eu punir Israel, por causa das suas transgressões, visitarei também os altares de Betel” (Amós 3: 13-14). A casa de Jacó aqui representa a igreja, o povo de Deus.

Pense no que Amós profetiza nesse ponto: Deus certamente julgaria toda nação que se virasse contra Ele. Ele permitiria que adversários ímpios pilhassem e aterrorizassem estas nações. E toda pessoa que se voltasse para os prazeres do mundo e para a corrupção, seria humilhada e diminuída. Contudo, em meio à todas essas coisas, a primeira preocupação de Deus ainda seria a Sua igreja. Ele se preocupa com o Seu povo, com aqueles que se chamam pelo Seu nome.

Não importa se o governo remove o nome de Deus das moedas, dos tribunais, das escolas e dos lugares públicos. Nada disso faz sofrer o Senhor mais do que o mal presente em Sua igreja. Deus ri das tentativas tolas dos ímpios em empurrá-Lo para fora da sociedade. O dia de acerto de contas dessas pessoas já chegou. Nesse exato momento elas estão sendo visitadas pela Sua ira. Mas quem mais fere o Senhor é a Sua própria família. Ele se magoa mais profundamente pela corrupção de Seus filhos.

O Senhor então focaliza o quê estava ocorrendo nos altares de Israel. O nome Betel quer dizer “casa de Deus, local de pura adoração”. No passado foi dito o seguinte sobre esses altares: “O Senhor está neste lugar” (Gênesis 28:16). Em verdade, Jacó chama Betel de “temível lugar” (v. 28:17). Com isso ele quis dizer lugar de reverência, porque Deus manifestou Sua presença lá.

Betel é onde Jacó recebeu a visão da escadaria subindo ao céu. Era um lugar santo de adoração, onde Deus encontrava os que O buscavam em pureza. Com freqüência, por toda a história de Israel, o Senhor referiu a Si próprio como “o Deus de Betel”. E certa ocasião, Ele instrui Jacó a retornar a Betel para restaurar os altares.

Em resumo, Deus estava dizendo a Israel: “Vou julgar sua nação corrupta. O mundo vai tremer por causa da guerra e da violência que virá sobre vocês. Vou mandar enchentes, secas, pestes, ferrugem nos vegetais. A economia será demolida, suas riquezas serão devoradas. No entanto, ao mesmo tempo em que faço essas coisas, também visitarei Betel. Vou derramar julgamento sobre o Meu povo, porque corrompeu os Meus altares. Vou puni-lo por causa da adoração iníqua”.

Isso já tinha acontecido anteriormente em Betel. Quando Jeroboão se tornou rei, ele corrompeu a adoração: “Pelo que o rei... fez dois bezerros de ouro; e disse... vês aqui teus deuses... Pôs um em Betel e o outro, em Dã. E isso se tornou em pecado, pois que o povo ia... para adorar... e... constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi” (I Reis 12:28-31).

Primeiro, Jeroboão erigiu ídolos nos lugares de adoração. Depois pegou elementos criminosos da sociedade, pessoas cujo coração não estava em Deus, e os nomeou sacerdotes. A adoração em Israel se corrompeu inteiramente, porque provinha de corações iníquos e maus. Então, desde o reinado de Jeroboão até os dias de Amós, Deus depreciou Betel, considerando-o um lugar de miscigenação, mistura. E Ele finalmente julgou essa falsa adoração. Ele derrubou o altar, e acabou com ele.

Hoje, permanece um espírito de Betel na igreja. É uma posição de apostasia espiritual. E sua principal característica é uma adoração de miscigenação programada para atrair multidões. É uma demonstração exterior da carne, cheia de zelo e exuberância. Mas não tem nenhuma santidade. E é uma armadilha que está enlaçando muitos nesses últimos dias. Quanto mais essas pessoas crêem que essa adoração é de Deus, mais cegas se tornam. E o Senhor está pronto para julgar tudo isso. Ele avisa: “Se você está envolvido nessa adoração corrupta, estará apenas multiplicando os pecados”.

Novamente Deus volta a falar: “Oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai ofertas voluntárias, e publicai-as” (Amós 4:5). Por que Ele diz isso? É porque a lei proibia levedo em carne oferecida para ser consumida pelo fogo (v. Levítico 2:11). Além disso, pão com fermento era só para os sacerdotes. Igualmente, toda oferta voluntária de pão deveria trazer “bolos ázimos amassados com azeite, coscorões ázimos untadas com azeite” (7:12).

Essas ofertas não fermentadas serviam como ilustração. Significavam preces que fossem puras. Por todas as escrituras, o fermento é visto como um tipo de pecado carnal. Era às vezes usado para se referir à lepra. A mensagem de Deus aqui é clara: “As suas ofertas de louvor estão cheias de carnalidade. Só aceito sacrifícios santificados, ofertados por mãos limpas e corações puros. Não pode haver fermento, nenhuma indulgência carnal, na Minha presença”. “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (Salmo 24:3-4).

Exteriormente os adoradores de Betel eram muito religiosos. Zelosamente faziam os sacrifícios à toda manhã. E eram fiéis no dízimo e nas ofertas. Novamente, Deus insiste: “Cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e... os vossos dízimos” (Amós 4:4). Ele via tais pessoas começar cada dia com louvor e adoração. Alegravam-se ao ir às reuniões de louvor. Em verdade, o movimento de adoração de Betel ficou tão popular, que se estendeu às cidades da região, de Betel a Gilgal, a Berseba.

Mas o Senhor avisava a todos: “Porém não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba... Betel será desfeita em nada” (Amós 5:5). Deus estava prestes a derrubar tudo. Ele consumiria todos os sacrifícios fermentados de louvor e adoração. Por que? Porque “deitais por terra a justiça” (5:7).

Graças a Deus Pelos Altos, Aceitáveis e Santos Louvores
Que Sobem Até Ele

Deus ainda possui um remanescente santo e separado, cujos sacrifícios de louvor são puros. São santos piedosos que não estão presos aos cuidados do mundo. O seu louvor tem o som de poderosas águas que jorram. E estão quebrantados diante do Senhor, em santa reverência por Ele. Desta reverência provêm gloriosos gritos de louvor.

Porém multidões dentro da igreja estão sempre procurando coisa nova. Desejam maneiras novas e estimulantes de se adorar a Deus. Então buscam altares de Betel, onde o louvor é alto e alegre. Mas a adoração nesses lugares é dirigida por homens que não pranteiam pelo pecado existente na casa de Deus. Seu louvor pode ser exuberante e cheio de cores. Mas inexiste a verdadeira presença de Cristo. E inexiste proteção contra os enganos da carne.

Provavelmente foi estimulante tomar parte nas reuniões de louvor em Betel. Mas os adoradores não tinham interesse nas coisas de Deus. Eles não ajudavam os pobres, nem atendiam ao necessitado. Antes, seu louvor era cheio de carnalidade e fermento. Amós previne: “Buscai ao Senhor... para que não irrompa na casa de José como um fogo” (Amós 5:6). Igualmente, desejo oferecer esse aviso do Senhor: o seu pastor não está pregando uma palavra que expõe o pecado? Não há uma repreensão piedosa, um chamado ao arrependimento, uma advertência para abandonar o pecado? Então você provavelmente está adorando em um altar de Betel. E corre grande perigo de ser enganado.

Deus declarou: “Visitarei também os altares de Betel; e as pontas do altar serão cortadas e cairão por terra” (Amós 3:14). Essa palavra é devastadora. No Velho Testamento, o altar de madeira do templo tinha quatro pontas nos cantos. Essas pontas eram cobertas por metal, e tinham a forma de chifres de carneiro. Os chifres representavam o direito do santuário. Agarrando-se a eles, o infrator da lei se colocava sob a graça salvadora e protetora de Deus. Quando era menino, ouvi muitos antigos santos dizendo: “Estou seguro, Senhor. Me agarrei nas pontas do altar”.

Vemos esse tipo de santuário ilustrado na vida de Adonias, filho de Davi. Esse rebelde tinha tentado usurpar o trono de Israel. Mas o outro filho de Davi, Salomão, determinou prisão e morte para Adonias. Em pânico, Adonias fugiu para o templo, e se agarrou às pontas do altar. Sua vida foi poupada.

Agora Deus estava dizendo a Amós que cortaria essas impressionantes pontas de proteção. O Senhor iria arrancar as pontas do altar, e jogá-las ao chão. Isso significava que o povo não ficaria mais sob Sua proteção. Pelo contrário, ficaria sujeito a grande engano. Não teriam nenhuma segurança contra falsas doutrinas, ou falsa adoração.

Tenho Visto os Terríveis Resultados
da Adoração Num Altar Sem Pontas

Na África, multidões de todo o mundo vêm para ouvir um homem que diz ter recebido profecias de Deus no ventre materno. Especialmente os americanos, viajam às centenas para receber “profecia pessoal” deste homem. Mas a mensagem é totalmente não bíblica, e blasfema. São pessoas que buscam, na ignorância, e estão caindo no engano.

Num estado dos Bálcãs, uma profetiza afirma guiar pessoas à viagens para o inferno. Ela foi feiticeira, e diz uma vez ter estado, ela mesma, no inferno. Ela orienta as pessoas para se deitarem no chão e liberar a mente, enquanto as guia à uma viagem imaginária por onde ela já passou. As pessoas se aglomeram em torno dela para a experiência. Mas nada disso é bíblico, é absurdo total. Em verdade, há algo do mal na base deste trabalho.

No Brasil, um evangelista promete curar câncer por 1.000 dólares. Também faz exorcismo por uma taxa. Tem um número enorme de seguidores, e está ficando rico com suas declarações. Porém, é totalmente não bíblico - um engano completo.

Os próprios Estados Unidos se tornaram os maiores vendedores de evangelho enganador. Como? Os cristãos se tornaram analfabetos biblicamente. Não se preocupam mais em ler a palavra de Deus. Não querem mais jejuar ou gastar tempo em oração. Em vez disso, correm para lá e para cá, em busca de ensinos que agradem à carne, ministrados por algum evangelista que faça concessões.

Como multidões de crentes caem nesses enganos? Como se desviam com tanta facilidade? Como tantas pessoas ficam tão cegas à obras falsas da carne? Amós nos responde o porquê: suas muralhas de proteção caíram, por causa do pecado. Deus removeu as pontas do altar. E as pessoas perderam todo o discernimento. Esses crentes estarão entre os primeiros a abraçar o anticristo.

Deus Diz que ao Visitar Sua Igreja,
Ele Fechará Tudo Que Estiver Contaminado

“Em todas as vinhas [igrejas] haverá pranto, porque passarei pelo meio de ti, diz o Senhor. Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz... Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles... Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene” (Amós 5:17-24).

A mensagem de Deus é clara: enquanto Sua justiça não começar a jorrar em nosso meio, purificando nossos corações, não seremos capazes de Lhe dar verdadeiro sacrifício de adoração. Louvor proveniente de corações cheios de lascívia e cobiça, são senão barulho aos Seus ouvidos. Ele não aceitará a adoração daqueles que buscam só prazer, ou se recusam a perdoar os outros.

No meio de todas essas advertências proféticas, Amós traz essa palavra de esperança: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis. Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo; talvez o Senhor, Deus dos Exércitos, se compadecerá do restante de José” (5:14-15).

Insisto com você: leve a sério a mensagem de Amós. Busque o Senhor de todo o coração. Permita-se ser julgado por Sua palavra. Confesse e abandone o pecado. Então Deus o abençoará dando discernimento. Você saberá se está adorando em um altar de Betel. E será capaz de adorá-Lo em Espírito e em verdade.

Copyright © 2002 by World Challenge, Lindale, Texas, USA

segunda-feira, outubro 23, 2006

O Milagroso Monte de Deus

Por David Wilkerson

Isaías 25 descreve uma incrível visão. Nela, o profeta Isaías é transportado para o futuro, exatamente para os últimos dias. Os comentaristas bíblicos concordam em que, nas escrituras, esse é um dos quadros mais claros no que se refere aos tempos do fim. Não é uma previsão mística, confusa. Isaías nos mostra precisamente o quê Deus pretende para as nações e para a Sua igreja, um pouco antes do fim. E agora mesmo, estamos vivendo bem na hora que Isaías descreve.

Nos primeiros cinco versos, Isaías traz um esboço do quê Deus tem reservado para as nações. Primeiro, o profeta vê que Satanás edificou um império demoníaco, escravizando nações inteiras. O diabo tem esses povos cativos há séculos, com garras de ferro.

Isaías descreve essa obra demoníaca em termos de uma cidade poderosa. Satanás construiu uma fortaleza alta e maciça com muralhas impenetráveis. É uma cidade de espíritos, cheia de habitações, palácios e mansões espirituais. E é habitada por principados e potestades demoníacos. Dessa cidade, Satanás controla todas as nações sob a sua autoridade. Ele aprisiona multidões de pessoas com espíritos de luxúria, cobiça, assassinato, e de todos os tipos de mal. E tem possuído os seus líderes, manipulando-os para afastar toda a influência do evangelho.

Essas nações são um quadro do poder opressivo do inferno. Os pobres não têm força. Os necessitados enfrentam tremendas lutas. E violentas tempestades trazem terríveis destruições. Isaías descreve essas tempestades como grandes rajadas de calor intenso. Elas representam tentações impetuosas tais como a humanidade nunca antes experimentou. Tais tempestades diabólicas varrem nações inteiras com poder avassalador.

Mas então Isaías contempla uma visão maravilhosa. Ele assiste admirado Deus prontamente agindo em relação à obra de Satanás. O profeta declara: "Porque da cidade fizeste um montão de pedras e da cidade forte, uma ruína; a fortaleza dos estranhos já não é cidade e jamais será reedificada. Pelo que povos fortes te glorificarão, e a cidade das nações opressoras te temerá" (Isaías 25:2-3).

Em um instante, Deus reduz o império de Satanás a entulhos. E subitamente, as nações que jazem sob tirania demoníaca são libertas. Isaías rompe em jubiloso louvor diante da visão: "Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Isaías 25:1). Ele está dizendo: "Senhor, Tu nunca és pego de surpresa. Tu fizestes grandes maravilhas no passado, e agora tens um plano para essa hora. Tu o ordenastes desde a fundação do mundo".

À medida que Isaías assiste o plano de Deus sendo revelado, sua alma se exalta. Ele exclama às gerações que se seguirão: "Nos últimos dias, Deus vai esmagar e aniquilar o poder de Satanás. Tais palácios de estranhos seres diabólicos cairão em ruínas. E a cidade do diabo será reduzida à pilhas de pó".

Agora começam a cair as amarras das multidões que estavam presas. Elas estavam sendo libertas das satânicas prisões do medo e do pecado. Isaías os chama de "povos fortes", significando "pessoas que antes estavam endurecidas pelo pecado". E ele nos diz que estas mesmas pessoas começam a glorificar a Deus. Durante anos foram terrorizadas por seu opressor, Satanás. Mas agora temem unicamente o Senhor, Aquele que os libertou.

Naquela hora, o versículo 4 se cumprirá para que o mundo todo veja: "Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia; refúgio contra a tempestade e sombra contra o calor; porque dos tiranos o bufo é como a tempestade contra o muro" (25:4).

Vejo isso acontecendo agora para milhões de pessoas em todo o mundo. Os pobres de espírito estão se tornando fortes. Os necessitados estão sendo resgatados. E os sofridos estão encontrando abundância de paz. Cristo se tornou a sua proteção, o seu refúgio, o seu defensor, seu abrigo secreto. Quando rajadas de flamejantes tentações vêm, se chocam contra um muro santo que os cerca, e se desintegram. Os ataques de Satanás, antes tenebrosos, agora caem inofensivos sobre o chão.

No verso 5, encontramos uma das mais gloriosas previsões. O original hebraico diz o seguinte: "Deus sujeitará o rugir dos estrangeiros... e silenciará os cânticos dos perversos". A versão Almeida Revista e Corrigida diz: "Tu abaterás o ímpeto dos estranhos... o cântico dos tiranos será humilhado". Isso está descrevendo terrorismo. Já lemos no verso 3: "a cidade das nações opressoras". O Senhor está prometendo abater os terroristas.

Agradeço a Deus que os militares tenham prendido Saddam Hussein. Contudo, a verdade é: nem mesmo uma coalizão mundial liderada pelos EUA conseguiria impedir o terrorismo. É uma tarefa impossível para os humanos. Mas Isaías torna isso claríssimo: Deus agirá em favor do Seu povo. Prevendo o que ocorrerá com as nações, ele aconselha: "Não tenham medo. O Senhor tem um plano. E ele existe desde antes da criação. Ele vai parar a ameaça dos estranhos, os terroristas".

Os noticiários mostraram terroristas dançando sobre os corpos de soldados dos EUA. Mas Deus anunciou: "O cântico deles está prestes a cessar. Eu submeterei os opressores". O islamismo radical não é ameaça. O Senhor prometeu o aniquilar. Ele tornará o cântico dos terroristas em lamentações.

Em Nossos Próprios Dias,
Vemos a Profecia de Isaías Cumprida Diante de Nossos Olhos

Nesse momento, vivemos no período bíblico conhecido como o das "últimas chuvas" (chuva serôdia). E o plano de Deus já está em ação. Por todo o mundo, as altas muralhas de Satanás estão caindo.

Pense no que aconteceu com o comunismo. Muros literais caíram na Alemanha, na Rússia e por toda o leste europeu. Agora a Cortina de Bambu está lentamente caindo também, na China e na Mongólia. Milhões de pessoas que viviam sob a tirania de Satanás estão sendo libertas. E muitos estão ouvindo a pregação do evangelho pela primeira vez. "Povos fortes", anteriormente endurecidos pelo pecado, agora estão louvando a Deus.

Digo-lhe o seguinte: vivemos numa época especial. Nunca vi algo assim em mais de cinqüenta anos de ministério. No ano passado a nossa equipe fez uma cruzada na Nigéria, e 500.000 pessoas vieram em uma única noite. Tem havido uma fome por Deus sem precedentes. Tenho visto acontecer coisas que eu nunca sonharia ser possíveis.

Uma destas maravilhas está acontecendo no Irã. Há várias décadas atrás, o meu livro A Cruz e o Punhal foi impresso lá secretamente. Cerca de 25.000 cópias têm circulado. Também, o filme Jesus foi mostrado secretamente a centenas de grupos. Agora centenas de milhares de iranianos estão sendo salvos através de mensagens evangélicas como essas.

Há pouco recebi um tocante relatório sobre um programa contra drogas feito pelo Desafio Jovem em um país do Oriente Médio, país o qual não estou autorizado a revelar. Esse país muçulmano se vê complicado com o alcoolismo e o vício de drogas. Os oficiais do governo admitem que o problema é maior do que eles. Ainda assim, através do poder libertador de Jesus Cristo, esse programa do Desafio Jovem produziu centenas de formandos que foram salvos, livrados e libertos.

Um formando é agora o supervisor de uma denominação pentecostal lá. Ele diz que o czar nacional das drogas há pouco assistiu a cerimônia de formatura do Desafio Jovem. O proeminente líder islâmico ouviu dezenas de jovens se levantando e testificando como Jesus os curou do vício. (O que o czar provavelmente não sabia é que mais de cem formandos partiram para iniciar igrejas naquele país) O governo agora reconhece o Desafio Jovem como sendo o programa anti-drogas de maior sucesso no país.

Está ocorrendo em todo o mundo por maneiras incríveis: a cidade murada de Satanás está ruindo!

Isaías a Seguir Profetiza
Sobre o que Deus Tem Reservado Para o Seu Povo Nos Últimos Dias

Agora Deus leva a atenção de Isaías para a igreja. Ele mostra ao profeta um banquete abundante e sobrenatural que acontece sobre um monte: "O Senhor dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de cousas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados" (Isaías 25:6).

Você compreende o que Isaías está dizendo aqui? Esse banquete maravilhoso terá lugar um pouco antes do retorno de Jesus. Nessa ocasião, o povo de Deus não estará se lamentando, chorando com medo, oprimido ou derrotado. Não aparecerá com imagem frágil, esquelética, de fraqueza espiritual. Não, Cristo vai voltar para achar o Seu povo banqueteando-se com "pratos gordurosos com tutanos".

O próprio Deus preparou esse banquete. E nesse momento, o banquete avança - nessa hora do fim. O Senhor está nos dizendo basicamente: "Guardei o melhor vinho para o fim. E agora o derramo em abundância para o Meu povo. Eles celebram coisas maravilhosas diante da Minha presença".

Vejo esse banquete incrível ocorrendo ao viajar por todo o mundo. Moços e moças de Deus estão famintos por um evangelho que os toque profundamente no espírito. Rejeitaram os evangelhos do falatório, das multidões e do profissionalismo. Buscam unicamente se trancar com Jesus, para receber revelações dEle. E voltam da oração com um fogo que mexe com todos que os cercam.

Agora, o monte onde este banquete tem lugar é muito significativo. Representa um lugar santo, uma casa onde a presença de Cristo é manifesta. É um lugar onde o povo de Deus tem comunhão e ceia com Ele, adorando-O em espírito e em verdade. Esse monte da presença de Deus é um conceito importante para o Seu povo. Por que? Porque tudo que o Senhor está fazendo nesses últimos dias está intimamente ligado à Sua presença - e a Sua festividade de gordura e vinho só pode ter lugar onde a presença de Jesus é manifesta.

Agora, quando falo da manifesta presença de Cristo, não estou falando a respeito de algo místico ou do outro mundo. Toda vez que Jesus torna a Sua presença conhecida, todos os presentes o sentem. O salmista diz que os montes se derretem como cera na presença do Senhor (v. Salmo 97:5). Em resumo, toda muralha espiritual ou todo bloqueio da carne se evapora quando Jesus se faz conhecido. A presença de Cristo é tão real quando manifesta, que quase se pode tocá-la.

Sim, e a sua igreja? É a tangível, penetrante, e manifesta presença de Jesus evidente em seu meio? As pessoas se derretem diante dEle, chorando pelo pecado e se rejubilando pela tremenda paz que Ele traz? Elas ajoelham se consumindo em adoração a Ele? E elas partem carregando o brilho especial de terem estado na presença de Cristo?

E no seu lar? As visitas sentem a presença de Jesus em sua casa? O aroma da santidade dEle permeia sua família, o seu matrimônio, os seus relacionamentos? Há lágrimas de intercessão em favor de membros da família, choro de quebrantamento, um desejo sincero de acertar tudo? Ou, quem manda é a carne?

Acredite: há um monte espiritual elevado e santo. E é encontrado unicamente em seu lugar secreto de oração. Não importa se a sua igreja é grande ou pequena. A única coisa importante aos olhos de Deus é a manifesta realidade de Seu Filho. A presença de Cristo tem de ser plenamente aparente aos olhos, ao coração, a todos os sentidos. Se não for, então nenhuma das gloriosas obras que Isaías prevê tocará esse lugar.

Nem irão tais obras alcançar um lar de onde a presença de Cristo se afastou. Elas nunca podem acontecer se a Sua presença não é desejada, buscada e cultivada. Um lar assim irá, pelo contrário, ser marcado por confusão e desespero.

Todo lar cristão deveria ser um lugar elevado, um monte de separação do mundo e da carne, um salão santo de banquetes com o Senhor. Porém isso não acontece em muitos lares cristãos porque eles se contaminaram com a imundície. A obscenidade ímpia e vil é permitida entrar através da TV, cinema e Internet.

O quanto os anjos devem se espantar ao testemunharem tanto mal dentro de lares que deveriam estar cultivando a presença de Jesus. Multidões de cristãos agora gastam seu tempo dedicando-se à pornografia da Internet, a vídeos de sexo, a beber a corrupção da TV. Depois vão ao cinema, e efetivamente pagam para ouvir o nome de Cristo sendo blasfemado. E se perguntam por que a palidez da morte espiritual paira sobre a sua casa.

É tarefa do Espírito Santo trazer e manter a presença e o poder de Cristo em nossas igrejas, lares, em nossos corações. Mas multidões continuam entristecendo o Espírito com nossa idolatria. Eu lhe pergunto: como a visão de Isaías em relação à bênçãos e liberdade gloriosas - pode ter lugar em uma atmosfera de lasciva tolerância e indulgência? Que sentido faz orarmos pelos queridos não salvos - quando nossos lares estão corrompidos?

Deus pretende operar uma surpreendente variedade de milagres que superará nossos corações e mentes. E Ele tem tudo isso planejado desde antes que o mundo existisse. Se Ele criou tal plano de aliança, então ele deve e irá acontecer. No entanto alguns não estarão à mesa do banquete. Os que se tornaram mornos, amantes do comodismo, as pessoas que se entregaram às loucuras do mundo - nenhum desses estará no banquete.

Note a descrição que Isaías faz daqueles que estão presentes: "O Senhor dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de cousas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados" (Isaías 25:6). Isso fala de pessoas que não estão satisfeitas só com o leite da palavra de Deus. Esses servos amam a repreensão do Senhor. Eles têm fome de carne da verdade, uma palavra piedosa da parte de pastores provados, testados - uma mensagem em chamas pelo Espírito Santo. E buscam a palavra de Deus diariamente para si, sedentos por provarem o sabor de Seu vinho refinado e antigo.

Agora Chegamos aos Milagres que Isaías Previu

Para o Povo de Deus Nos Últimos Dias

"Destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações" (Isaías 25:7). Aqui estão duas maravilhosas profecias. E a primeira envolve os judeus. O véu ao qual Isaías se refere aqui é a cegueira espiritual que tem coberto os corações dos judeus desde o tempo de Moisés. O apóstolo Paulo fala extensamente dessa cegueira:

"Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado" (2 Coríntios 3:16). "Veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios... Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades" (Romanos 11:25-26).

Paulo cria no que Isaías profetiza sobre Israel: que o Libertador arrancará o véu que cega. Um remanescente judeu se voltará para o Senhor e obterá a Sua misericórdia (v. 11:30). Amado, tal profecia está ocorrendo agora mesmo. Por todo o mundo, os olhos dos judeus estão se abrindo para Cristo. Uma revista secular registra que os judeus agora estão tendo um novo olhar em relação a Jesus. Eu digo "Aleluia!". É só isso que precisa - apenas um olhar.

Mas a profecia de Isaías também tem um outro significado. Tem a ver com a sua família próxima, leitor. Aplica-se a todo cônjuge, filho, a qualquer membro da família que tenha um véu de cegueira espiritual lançado sobre ele por Satanás. Recebo muitas cartas de pais dizendo de seus filhos sendo cegados pelo inimigo. Eles criaram seus jovens em ambiente cristão - mas agora estão confusos e perplexos, dizendo: "Não entendo o que aconteceu. Eles simplesmente não crêem. Nada que eu diga chega até eles. Parece que não consigo alcançá-los".

Paulo diz que o deus deste mundo cegou estes jovens. Eles perderam a fé porque o inimigo bloqueou a luz do evangelho para eles. Portanto, não adianta o pai tentar enxergar em profundidade buscando um motivo que esteja por trás. É tudo obra de Satanás. Ele quer manter esse jovem preso, confuso e em pecado. O problema vai além de aconselhamento, pregação ou estratégias dos pais. Será preciso um milagre, puro e simples.

Lembre-se, a Bíblia diz que o inimigo busca a vida preciosa (v. Provérbios 6:26). Ele está procurando plantar sementes de amargura e de falta de perdão em seus corações e mentes. É assim que ele transforma almas gentis e amorosas em escravos do pecado. E simplesmente não conseguimos alcançar ninguém que tenha um véu sobre o coração. Preleções só os endurecem.

Não, a nossa batalha deve ter lugar no Espírito. Afinal de contas, estamos enfrentando um espírito do deus deste mundo. E esse espírito do mal é afetado unicamente por nosso banquete sobre o monte. Vai ser necessária a presença de Cristo em nossas vidas de um jeito que nunca antes a tenhamos experimentado. Somente a manifesta realidade de Jesus derreterá como cera a escravidão a Satanás, tornando-a impotente contra os nossos amados.

Toda rebeldia, droga ou farra são véus de impedimento. Ainda mais, não pode haver mudança em seu filho enquanto ele não tiver vontade de perdoar. E isso requer um encontro com o poder de fusão existente na presença de Cristo. Está na hora de você se juntar a Jesus no banquete. Isaías diz que Deus devorará e porá de lado todos os véus demoníacos.

Mas essa promessa melhora ainda mais. Todo traço de morte espiritual em sua família também será tragado: "Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos" (Isaías 25:8). Você pode perguntar: "Posso acreditar nisso mesmo? Cessarão as lágrimas pelos meus queridos? Vão acabar as garras da morte espiritual que agarram o meu filho? Não consigo imaginar isso; essa promessa não pode ser para os dias de hoje. Deve ser para quando Cristo reinar na eternidade". Não! O versículo seguinte é prova de que tal profecia é para hoje: "Naquele dia, se dirá" (25:9). Essa é uma profecia para "agora". Deus pretende cumpri-la durante a nossa vida, nessa hora presente.

Nesses próximos dias, muitos virão para estar sob o poder e a presença de Cristo. Esses que voltarão totalmente para Ele - que se arrependerão, perdoarão, que irão à montanha para se banquetear com Ele - verão todas as suas lágrimas transformadas em alegria. Por todo o mundo nesse momento, vastos rios de lágrimas fluem daqueles que já foram libertos. Após séculos de cativeiro satânico, as pessoas estão sendo soltas das correntes. E estão chorando lágrimas de arrependimento e de louvor ao Libertador.

Isaías ficou tão entusiasmado com o que viu, que quase explodiu de contentamento. Ele profetiza que quando começarmos a ver as obras milagrosas de Deus em nosso meio, gritaremos: "Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará" (v. 25:9).

"E tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo" (25:8). A palavra opróbrio aqui vem da raíz hebraica sugerindo "zanga, desgraça". Fala das potestades satânicas que zombam e se zangam contra os crentes consagrados. Tais ataques surgem especialmente quando estamos orando para que um querido nosso seja liberto das fortalezas demoníacas.

Talvez você tenha ouvido esse opróbrio zangado do inferno. Eles lhe insultam, dizendo: "Você se vangloria de que Deus atende as orações. Bem, onde está a resposta? Há anos você jejua e ora pelo seu filho, mas ainda não conseguiu. Depois de todo esse tempo, nada mudou. Ele nunca será salvo".

Aí você ouve essa acusação: "Você é o culpado. Você plantou as sementes de rebeldia nele. Foi você que endureceu o coração dele". Amado, essa é a primeiríssima reprimenda do diabo contra o povo de Deus. Nunca devemos ouvi-la. Pelo contrário, devemos nos sustentar na segura palavra de Deus para nós: "Tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo" (25:8).

A Profecia de Isaías Fecha Com Uma Previsão
Quase Inacreditável

Fica ainda melhor. Isaías prevê a humilhação de Satanás. Ele também observa Deus arrasando todo o poder e o orgulho dos principados do mal. "Porque a mão do Senhor descansará neste monte; mas Moabe será trilhado no seu lugar, como se pisa a palha na água da cova da esterqueira" (Isaías 25:10). Isaías deixa claro: a humilhação de Satanás acontece no monte, no local de oração e adoração, onde a presença de Cristo é manifesta.

Moabe aqui era um inimigo real de Israel. Mas tornou-se um símbolo representando tudo que era mal e satânico. Deus estava dizendo ao povo: "Vou lançar Satanás na fossa do esgoto. Vocês estão prestes a assistir seu zangado inimigo sendo derrotado". Ora, isso não se refere ao futuro acontecimento quando Deus prenderá o diabo e o lançará à prisão infernal. Não, essa humilhação será testemunhada durante a nossa vida. E será vista apenas por aqueles que esperam no Senhor, buscando-O no monte, e possuem a Sua presença manifesta neles.

Satanás ainda reinará no mundo do mal. Mas um remanescente santo o verá humilhado em seus corações e lares. Deus o encerrará dentro de um lamaçal de esgoto. E o diabo freneticamente tentará nadar para fora: "no meio disso estenderá ele as mãos, como as estende o nadador para nadar" (25:11). Em hebraico, essa imagem sugere astúcia girando, se movendo. Simplificando, quando Satanás descobre que o seu ente querido começou a se voltar para Jesus, usará de toda astúcia para continuar prendendo-o com suas garras demoníacas. Mas não devemos nos preocupar: Deus o pisará sob Seus pés de novo.

No fim, o Senhor derrubará todas as muralhas da cidadela de Satanás: "E abaixará as altas fortalezas dos seus muros; abatê-las-á e derriba-las-á por terra, até ao pó" (25:12). Você consegue imaginar isso? Talvez não. Você tem dificuldades em crer em algo tão incrível em sua vida? Eu lhe exorto a se sustentar na profecia de Isaías: "Crede nos seus profetas e prosperareis" (2 Crônicas 20:20).

Pedro prega que a visão de Isaías já estava sendo cumprida na igreja em Jerusalém: "mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério" (Atos 3:18-20). Pedro raciocina que se as profecias sobre Cristo haviam se cumprido ao pé da letra, então todas as outras profecias cumprir-se-iam. E isso inclui tempos de refrigério por estar na presença do Senhor.

Isaías referiu-se a estes tempos de refrigério (v. Isaías 28:12). Estes são tempos que Deus escolhe para reavivar e curar. E Ele o faz não porque façamos por merecê-lo, mas para a glória de Seu próprio nome. Pedro viu isso cumprido no Pentecostes: a presença de Cristo foi manifesta, trazendo reavivamento e refrigério à uma multidão de milhares. Multidões foram libertadas, incluindo famílias inteiras. Vemos isso mais tarde quando Pedro trouxe a presença de Jesus à casa de Cornélio, e todo o lar foi salvo.

Agora mesmo, creio que estamos exatamente no início do último reavivamento. Veremos famílias tiradas do cativeiro. Milhões de pessoas que se desviaram terão os seus véus removidos. E filhos e filhas desgarrados serão restaurados a seus pais.

Qual é o nosso papel? Devemos fazer como Daniel fez quando leu a profecia de Jeremias e discerniu os tempos: "Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (Daniel 9:3). Daniel fez aquilo ao qual todos somos chamados a fazer: ir ao monte santo de Deus. Que todos os consagrados servos de Jesus Cristo nestes últimos dias possam se encontrar lá!

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quinta-feira, outubro 19, 2006

Uma Oração de Sacudir o Inferno

Por David Wilkerson

Quando o livro de Daniel foi escrito, Israel estava sob cativeiro na Babilônia. Na altura do capítulo 6, após uma longa vida no ministério, Daniel tinha oitenta anos de idade. O piedoso profeta pregador havia sobrevivido a dois reis babilônicos, Nabucodonozor e seu filho Belsazar. Agora Daniel servia sob o rei Dario.

Em todos seus muitos anos de ministério, Daniel sempre foi um homem de oração. E agora, idoso, ele não pensava em parar. As escrituras não trazem menção de Daniel estar esgotado ou desencorajado. Nada diz de ele ter um pé de meia ou uma casa de campo, onde poderia passar seus anos dourados sem nenhuma responsabilidade. Pelo contrário, Daniel estava só começando. As escrituras mostram que mesmo chegando aos oitenta, as suas orações sacudiam o inferno, enfurecendo o diabo.

Por essa época, o rei Dario havia promovido Daniel ao posto mais elevado daquela terra. Daniel agora era um dos membros de um triunvirato, e governava sobre os príncipes e governadores de cerca de 120 províncias. A Bíblia até diz que Dario favorecia Daniel em relação aos outros dois co-presidentes. Ele nomeou Daniel encarregado de formar uma política de governo, instruindo os demais membros de seu escalão e os intelectuais: "...Daniel se destingiu destes presidentes... e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino" (Daniel 6:3).

Obviamente, Daniel era um profeta atarefado. Ninguém poderia desempenhar tantas funções sem ser terrivelmente ocupado. Fico só imaginando os tipos de pressão colocados sobre este ministro, com sua programação e reuniões que gastavam tanto tempo .

Contudo nada afastava Daniel da sua hora de oração. A oração continuava sendo sua principal ocupação, e tinha prioridade sobre todas as demais questões. Em resumo, Daniel nunca estava ocupado demais para orar. Três vezes por dia ele dava uma saída de suas obrigações, de suas apreensões, das coisas que exigiam sua atenção como líder, para gastar tempo com o Senhor.

Daniel não tinha de consultar outros líderes "de sucesso" para aprender como cumprir o seu chamado. Não tinha de assistir cursos para aprender como ministrar às multidões sob seu cuidado. Daniel recebia toda sabedoria, orientação, mensagens e profecias enquanto estava ajoelhado.

Creio que Daniel é um exemplo para nós da importância de ter um ministério de oração nos tempos de crise. Vemos isso em seus primeiros anos, sob o governo de Nabucodonozor. Certa época, o rei teve um sonho perturbador que o deixou desnorteado, confuso e assombrado. Ele suplicou que seus videntes que lhe explicassem o sonho, mas ninguém conseguiu.

Isso enfureceu Nabucodonozor, e ele disse à corte: "Vocês só me trazem palavras tolas e vazias; ficam enrolando, tentando ganhar tempo. Mas quero a verdade. Quero respostas aos meus anseios mais profundos." Finalmente, decretou que todos os videntes fossem mortos - os astrólogos, os feiticeiros, os mágicos, até os "sábios", incluindo o jovem Daniel e seus três piedosos companheiros.

Quando Daniel soube da sentença de morte, fez uma reunião com os três amigos. Você pode ter certeza de que a reunião não foi para "consagramento", ou estudar opções, ou motivar os outros judeus a trazerem planos de sobrevivência. Não, Daniel e os jovens hebreus sabiam que teriam ouvir diretamente do Senhor. Então se ajoelharam, e clamaram por Sua misericórdia e revelação.

Que incrível prece Daniel ofereceu a Deus: "Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e força; é ele quem muda os tempos e as horas, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz" (Daniel 2:20-22).

Nesta época, a igreja do Velho Testamento tinha chegado à sua pior fase. O povo de Deus tinha perdido o cântico, o louvor fora silenciado, e agora estava sendo espiritualmente arrastado pela correnteza. A tremenda prosperidade de Babilônia tinha se agarrado ao coração de muitos. E certamente Satanás se alegrava com a situação de Israel. E então, para piorar, motivou Nabucodonozor a lançar a sentença de morte contra Daniel.

Agora todos israelitas sob cativeiro estavam olhando para Daniel. O futuro deles dependia da relação dele com Deus. E ficavam pensando: "Será que Deus ainda fala com as pessoas? Será que alguém é capaz de fazer a leitura dos tempos e saber o que está acontecendo? Quem pode discernir os segredos do Senhor?"

Daniel sabia exatamente o que estava ocorrendo. E poderia ter agido de inúmeras maneiras. Ele poderia ter organizado uma grande marcha à capital para pedir justiça aos judeus. Mas veja, o mundo e o inferno não se impressionam com multidões, números, demonstrações. E nem são impactados por mega-igrejas com seus edifícios majestosos e um enorme rol de membros. Não se agitam por causa de jovens ministros brilhantes e letrados que fazem pesquisa perguntando: "Que tópicos você gostaria que evitemos nos sermões? Como devemos lhe acomodar, para que você venha à igreja?"

Não - a única maneira de impactar este mundo é através de uma palavra que revele o pecado e exponha o coração. O mundo necessita ouvir a verdade pura do Espírito Santo, que golpeie os espertos e responda ao clamor do coração em dúvida.

Creio que o rei Nabucodonozor é o retrato da humanidade moderna, que clama: "Tenho poder e influência; tenho todo os bens materiais que poderia desejar - mas mesmo assim, não possuo paz. Faço perguntas, e preciso de respostas. E vocês, que dizem falar por Deus - ou seja, intelectuais, os partidários do ritualismo, até as pessoas do povo - se vocês não conseguirem responder ao clamor do meu coração, então não têm o direito de existirem. Não há propósito para vocês; são inúteis para a sociedade."

Estive em Dallas recentemente, e visitei uma congregação dita "igreja comunitária". O culto foi tão informal, que ficou irreverente ao extremo. As pessoas ficavam bebendo refrigerantes e mastigando biscoitos, enquanto as crianças corriam como loucas.

O culto começou com uma brincadeira cômica, sobre como comprar um carro. A seguir, a equipe de louvor entoou umas músicas "ambíguas" - canções de amor que se pode cantar para a namorada. Finalmente, o pastor, com doutorado em teologia, entrou com uma pequena tira de papel nas mãos, contendo toda a sua mensagem. Falou dez minutos sobre como gostar do emprego.

Este ministério tinha se iniciado através de uma pesquisa na vizinhança, que perguntava o que as pessoas gostariam de ter na igreja. Como resultado, os cultos foram planejados para terem uma natureza totalmente desprovida de confrontações. Porém, olhando em torno pela congregação, via homens e mulheres que obviamente tinham problemas profundos que precisavam de respostas. Os adolescentes se mostravam enfadados. Meu coração se partiu por estas pessoas. Todos ali precisavam de uma palavra dos céus, contudo só recebiam palha. Por que? Porque os homens do púlpito estavam sendo evasivos, porque haviam perdido o contato com Deus.

Quando Este País Vir o Escrito de Julgamento na Parede,
o Povo Gritará Pedindo Líderes que Orem

Quando o dedo do julgamento de Deus ficar claro para este país, as pessoas vão deixar de procurar pregadores da prosperidade que vivem dizendo: "Está tudo indo bem." Pelo contrário, elas vão reagir como os israelitas, ou seja, buscarão pessoas como Daniel, pessoas piedosas que saibam fazer a leitura dos tempos.

Em Daniel 5 Belsazar, filho de Nabucodonozor, ocupava o trono. Este rei pagão promoveu um enorme banquete para mil de seus governantes. No auge da bebedeira, o rei mandou os servos trazerem os vasos de ouro e de prata que tinham sido tirados do templo judeu em Jerusalém. Logo depois os governantes de Belsazar, as esposas e concubinas bebiam de maneira insana destes vasos que haviam sido consagrados.

De repente, de modo sobrenatural os dedos da mão de um homem aparecem durante o banquete e começam a escrever uma mensagem na parede. Era um aviso de que o julgamento estava às portas. As escrituras dizem: "Então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro. Ordenou o rei em alta voz que se introduzissem os encantadores, os astrólogos... e disse o rei aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será, no reino, o terceiro dominador... Então o rei Belsazar perturbou-se muito... Os seus grandes estavam sobressaltados" (Daniel 5: 7-9).

Que cena de terror. Contudo, devo lhe dizer, muito em breve a próspera América vai passar pelo mesmo choque. O escrito está na parede agora, e sem dúvida o julgamento está às portas. Como Belsazar os líderes de nossa nação ficarão sobressaltados, seus semblantes mudarão, seus joelhos tremerão.

No entanto, apesar disso, os ministros em nosso país estão pregando uma falsa paz. Por todo o país, pastores condescendentes declaram que Deus nunca rebaixará a América pelo fato de enviarmos tantos missionários ao mundo. Contudo, estes pregadores não mencionam que o julgamento será óbvio porque matamos 40 milhões de bebês pelo aborto. Quando a escrita aparecer na parede, esses pregadores vão perder a fala. Eles já "perderam o rumo" - pois Deus só revela Sua sabedoria a homens de oração.

Digo aos pastores: Deus o livre de não ser um homem de oração. Nestes tempos de corrupção e prazeres, você precisa se trancar com o Senhor. O que vai fazer quando a escrita de Deus aparecer, e os membros da igreja pedirem que você interprete os tempos? Quantas piadinhas você contará do púlpito então? Como vai responder, quando interromperem seus sermões e gritarem: "Por favor, pastor, diga o que está acontecendo. O que está acontecendo nesses dias é julgamento? O que virá a seguir? Por que o senhor não nos preveniu? O senhor dizia que estava tudo correndo bem - mas perdemos tudo".

Fico chocado com o que as pesquisas de opinião dizem sobre as motivações das pessoas para poderem ir à igreja. Cultos "modernos" podem parecer funcionar agora, na hora da prosperidade. Mas veja o que acontecerá quando o dedo de Deus aparecer, e as contas bancárias chegarem á lona, os filhos se envolverem com drogas, e a família se destruir. As ovelhas não vão querer ouvir pregações melosas. Vão desejar a verdade, pura e cristalina.

A corte de Belsazar tremeu diante da súbita mudança nos acontecimentos. Ninguém sabia o que estava acontecendo. De repente a bebedeira parou. E, enquanto o rei tremia, alguém disse: "Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos... se achou neste Daniel... conhecimento, inteligência, interpretação de sonhos, explicação de enigmas e solução de dúvidas..." (Daniel 5:11-12).

Então Belsazar chamou Daniel, e disse ao profeta algo assim: "Nenhum destes sábios conseguiu dizer coisa alguma; não conseguiram interpretar o escrito na parede. Mas ouvi que você consegue discernir os tempos. Por favor, diga-me a verdade, e acabe com as minhas dúvidas" (ver 5:16).

Quando Daniel falou, ele não adoçou a pílula. Ele havia estado ajoelhado e sabia exatamente o que aquelas pessoas precisavam ouvir. Então disse assim: "...tu...Belsazar, não humilhaste o teu coração... levantaste-te contra o Senhor do céu... Contou Deus o teu reino, e o acabou... pesado foste na balança, e foste achado em falta" (5:22,23; - 26,27).

Era esse o tipo de verdade não contaminada que Belsazar e seus príncipes queriam ouvir. Era a verdade que podia tirar suas dúvidas, porque lhes dizia exatamente onde se encontravam. Na verdade, Belsazar ficou tão grato, que nomeou Daniel para ser o governador maior do reino.

Então, por favor não me diga que os não convertidos não desejam mensagem convincente e direta. Não é assim!

Os Problemas Se Opõem à Toda Pessoa Que Ora

Toda pessoa que ora sofre o açoite do inferno. E Satanás vai fazer tudo que puder para calar suas preces. Daniel já tinha provado a eficiência de sua oração sob Nabucodonozor e Belsazar. Agora, no reinado de Dario, Satanás inicia uma grande conspiração para calar as orações de Daniel. As orações do profeta tinham sacudido tanto o inferno, e o diabo ficou tão enfurecido, que organizou o governo inteiro da Babilônia contra ele.

Lembre-se, Daniel tinha sido colocado acima de todos os outros líderes do país; e esses políticos viam em Daniel sabedoria, respeito e uma preferência que os deixava com inveja. E agora então, conspiram contra ele: "Então os presidentes e os sátrapas procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino, mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma, porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa" (Daniel 6:4).

Daniel era inculpável, então os líderes da Babilônia não conseguiam lhe pegar em nenhum pecado. Finalmente concluíram que a única maneira de chegar ao profeta seria através do caminhar que ele tinha com Deus. Disseram: "Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus" (6:5). Quisera Deus que isso pudesse ser dito sobre nós hoje em dia.

Esses líderes sabiam que Daniel orava em direção a Jerusalém três vezes por dia. E atribuíam a preferência de que desfrutava às orações. Então executaram um plano para acabar com a oração. Como? Acredito que ficaram tentando ocupar o tempo de Daniel com atividades. Os co-presidentes procuravam lhe envolver em negócios importantes, do governo, para que não tivesse tempo de orar.

Amado, esse é um dos principais artifícios que Satanás usa contra todos os crentes. E é uma conspiração que prevalece especialmente no meio dos pastores. Se você perguntar a um pastor por que ele não ora, ele provavelmente dirá que não tem tempo. As obrigações de pastor lhe consomem tanto, que ele tem de usar todo o tempo que sobra para preparar os sermões.

A maioria dos cristãos cai na mesma tentação. Dizem: "O meu tempo é muito curto para eu orar. O trabalho me consome todo o tempo". Até as donas de casa afirmam: "Não tenho um minuto no dia para orar. Quando eu consigo vestir as crianças, deixar a casa limpa e preparar as refeições, o tempo acabou."

O filósofo Soren Kierkegaard se referiu às ocupações do cristão como sendo um narcótico. Ele observa que elas levam à uma propensão à dualidade mental. Ele diz que à medida que as pessoas se aprofundam em suas ocupações e negócios, o amor delas pela verdade é relegado ao esquecimento. Aí, com os estímulos intensos de suas atividades e a progressiva necessidade de tempo, torna-se impossível para elas entenderem o perigo em que entraram. Elas possuem o espelho da palavra de Deus, mas não conseguem se aquietar o tempo suficiente para verem o que ela reflete.

Acho que a pessoa ocupada que raramente ora, está pior do que aquela que tem uma doença grave. Por que? Porque progressivamente ela se adapta à situação. E com o tempo, ora cada vez menos e se torna cada vez menos consciente de Deus. Até que suas convicções se esvanecem, e as perde totalmente.

Daniel sabia que não conseguiria ficar um dia sem orar. Então continuou orando, mesmo seus colegas lhe jogando mais atribuições. Você conhece a história - finalmente conseguiram um decreto determinando a suspensão de toda oração por trinta dias. Era uma lei dirigida unicamente a Daniel. Porém, mesmo então, Daniel não suspendeu suas orações que sacudiam o inferno - e acabou na cova dos leões.

Pode-se imaginar o que teria motivado Daniel a orar com tanta intensidade. O que o levou a continuar orando, mesmo com um decreto de morte dirigido contra sua cabeça? Por que este homem de oitenta anos iria continuar derramando o coração junto ao Senhor com tanto fervor, quando o resto da igreja não buscava mais a Deus?

Pense no enorme esforço que Daniel teve de fazer para se dedicar à oração. Afinal de contas, ele morava na Nova York do seu tempo: na enorme, majestosa e rica Babilônia. E vivia num tempo de apatia espiritual - de bebedeiras, de busca de prazeres e de ganância no meio do povo de Deus. Além disso, era um líder atarefado com distrações por todos os lados.

Quero lhe dizer o seguinte: a oração não é algo que venha naturalmente à pessoa alguma, inclusive a Daniel. Um horário disciplinado para oração é fácil de começar, mas difícil de continuar. Tanto a nossa carne quanto o diabo conspiram contra ela. Então, como nos tornamos homens de oração?

Nos Períodos de Declínio Espiritual e de Julgamento Iminente,
Deus Busca Certo Tipo de Homens de Oração

Em Jeremias 5, Deus pede: "Dai voltas às ruas de Jerusalém... buscai pelas suas praças. Se achardes alguém que pratique a justiça e busque a verdade, eu perdoarei a esta cidade" (Jeremias 5:1). O Senhor estava dizendo basicamente: "Terei misericórdia, se encontrar pelo menos uma pessoa que me busque".

Deus havia abençoado e protegido totalmente este povo. Mesmo assim, continuavam passando todos os limites da moralidade, cometendo adultério e relacionando-se com meretrizes. Além disso, não sofriam mais com o pecado, e rejeitavam a correção. Então Deus procurou pelo menos um homem de oração, de coração quebrantado, para que este intercedesse - mas não conseguiu achar nenhum.

Ezequiel 22 descreve uma tragédia semelhante. Os profetas e os sacerdotes de Israel tinham se transformado em lobos vorazes. Enriqueciam às custas dos humildes inocentes, e roubavam dos pobres e das viúvas. Profanavam a santidade de Deus, não vendo nenhuma diferença entre o puro e o impuro. Fechavam os olhos para o pecado, e pregavam mentiras declarando de maneira falsa: "Assim diz o Senhor."

Deus em vão implora que pelo menos um homem se posicione contra isso: "Busquei entre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse, mas a ninguém achei" (Ezequiel 22:30).

Contudo, durante o cativeiro na Babilônia Deus encontrou este homem em Daniel. E hoje, mais do que nunca na história, Deus está procurando o mesmo tipo de homens e mulheres piedosos. Ele busca servos fiéis que queiram "levantar o muro" e se "pôr na brecha", coisas que só podem ser conseguidas com oração.

Como Daniel, essa pessoa será encontrada com a palavra de Deus na mão. Quando o Espírito Santo veio sobre Daniel, o profeta estava lendo o livro de Jeremias. Foi aí que o Espírito revelou que o tempo da libertação de Israel tinha chegado. Diante desta revelação, Daniel foi levado à oração: "Dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, pano de saco e cinza. Orei ao Senhor meu Deus" (Daniel 9:3-4).

O Espírito de Deus está procurando pelas nações do país, pelos escritórios dos pastores, em busca dos que se aprofundam com diligência na palavra. Servos deste tipo não estão simplesmente procurando conhecimento bíblico; estão em busca do poder espiritual, da mortificação do pecado, da verdade que liberta. Eles vêem claramente o que está acontecendo pela terra, pois identificam isso a partir da palavra de Deus. Uma vez o Senhor tendo encontrado tais pessoas, Ele as abençoa com um espírito de oração.

O Servo de Oração Enxerga a Situação da Igreja -
E Se Identifica Com a Culpa.

Daniel certamente ficou entusiasmado quando entendeu que havia chegado a hora de Deus restaurar o Seu povo. Mesmo assim, quando viu a situação espiritual de Israel, o profeta se consternou. O povo estava se saciando com os pecados de Babilônia - buscando prazeres e prosperidade, afastando-se dos padrões morais que antes abraçavam.

Daniel sabia que o povo de Deus não estava preparado para receber Sua restauração. Ainda assim, será que o profeta ficou fustigando seus compatriotas por causa do pecado? Não - Daniel se identificou com a decadência moral que o cercava. Ele declara: "pecamos e cometemos iniqüidade... a nós pertence a confusão do rosto... porque pecamos contra ti" (Daniel 9:5,8).

Creio que o mesmo sucede com a igreja de Jesus Cristo dos dias de hoje. Não estamos em condições de responder ao desejo que Deus tem de realizar uma grande obra de reavivamento em nós. Tal como Israel, ficamos contaminados pelos pecados de nossa sociedade corrupta. Veja isso:

Uma lei na Califórnia torna obrigatório que a escola primária ensine que o homossexualismo é um estilo de vida alternativo permitido. A bebedeira se disseminou das faculdades para os cursos de segundo e de primeiro grau. E a internet se transformou numa super estrada para a pornografia. Há quase trinta anos atrás, previ em meu livro "A Visão" (The Vision) que uma caixa eletrônica traria formas vis de pornografia para dentro dos nossos lares (Vídeo-Cassete). Hoje, 90 por cento das atividades na Internet envolvem pornografia.

Em resumo, vivemos numa Babilônia moderna. E tragicamente, os cristãos adotaram o estilo cheio de pecado da sociedade. O nosso ministério sempre recebe cartas de esposas de cristãos dizendo: "Eu sentia meu esposo se afastando de mim, e não sabia o porquê. Aí abri a porta do seu escritório e o peguei olhando com lascívia a pornografia da internet."

Os jovens em particular são presa fácil para a sedução de Satanás. Multidões de jovens cristãos estão baixando arquivos de música perniciosa pelo site da Napster. Sei de uma mãe cristã que entrou num curso de informática para descobrir o que o filho adolescente estava baixando. Quando entrou nos arquivos do computador, ficou horrorizada: eram músicas do assassino Charles Manson; músicas falando de matar policiais; músicas falando de morte, suicídio e de todo tipo de promiscuidade sexual.

Deus deseja intensamente abençoar o Seu povo nestes dias - contudo se nossas mentes estão poluídas pelo espírito deste mundo, não estaremos em condições de recebermos Suas bênçãos.

Daniel fez uma declaração forte: "todo aquele mal nos sobreveio: apesar disso, não suplicamos à face do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para nos aplicarmos à tua verdade. Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós" (Daniel 9:13-14).

Daniel estava dizendo: "Vimos a degradação da nossa terra. E vimos nossos pastores buscando seus próprios interesses; toda a sociedade correndo para a destruição. Mesmo assim, não nos voltamos para a oração. Se pelo menos orássemos, Deus nos teria tirado do pecado. Ele inclusive ficou aguardando nossa reação, fazendo promessas gloriosas para nos libertar. Mas nós não demos tempo para Ele. Pelo contrário, fomos nos desviando cada vez mais dEle, nos saciando nos pecados da sociedade ímpia. É por isso que Seu julgamento caiu sobre nós."

Você pode perguntar: qual é a oração que sacode o inferno? É aquela que vem do servo fiel e aplicado, que vê seu país e sua igreja caindo cada vez mais no pecado. Ele se dobra sobre os joelhos, chorando, "Senhor, não quero ser parte do que está acontecendo. Permita que eu seja um exemplo do Teu poder salvador no meio deste século corrupto. Não importa se ninguém mais ora. Eu vou orar."

Daniel conclui dizendo: "estando eu...ainda falando na oração, o homem Gabriel...me instruiu, e me disse: Daniel, agora vim para fazer-te entender o sentido...és muito amado" (Daniel 9:21-23).

Onde está o povo de oração na casa de Deus hoje? Onde estão os pastores fiéis que buscam o Senhor dia e noite? São esses que receberão a instrução e o entendimento, porque são muito amados.

Tal como Daniel, esses servos se identificam com os pecados da nação e da igreja, e o confessam. E clamam, em humildade: "Ó Senhor, mostre onde me desviei, onde sou achado em falta. E me ajude a enfrentar e a tratar disso. Custe o que custar, Deus, faça com que eu continue ajoelhado. Desejo ardentemente Te ver restaurando Tua igreja."

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